Violência contra ativistas que combatem exploração ilegal de madeira é tema de debate

Fonte Agência Senado 01/09/2014 às 21h
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) vai debater, na quarta-feira (3), a partir das 14h, a escalada de violência contra ativistas de movimentos sociais que combatem a exploração ilegal de madeira na Região Amazônica. De acordo com o autor do requerimento, senador João Capiberibe (PSB-AP), o problema foi exposto nos meios de comunicação por investigação conduzida pelo Greenpeace Brasil.

Para o debate, foram convidados Marcio Astrini, representante do Greenpeace Brasil na Campanha de Combate à Madeira Ilegal na Região Amazônica; Antônio Vasconcelos, presidente da Associação dos Produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi (Apadriti); Maria Darlene Braga Martins, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT); Claudelice Silva dos Santos, irmã do extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva, que foi executado em 2011 no Pará; e representantes dos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Segundo Capiberibe, o Brasil se consolidou em 2014 como o país mais perigoso para a defesa do direito à terra e ao meio ambiente, com cerca de 50% das mortes registradas em avaliação de todos os países. Estimativas recentes demonstram, observou o senador, que a extração ilegal de madeira gera ganhos ilícitos de aproximadamente US$10 a US$15 bilhões por ano no mundo. O Brasil, como principal produtor de madeira serrada, só tem a perder com isso, adverte o parlamentar.

Segundo observou o senador, o país também padece com os enormes danos ao meio ambiente e à sociedade com a extração ilegal da madeira. Esse processo afeta a biodiversidade, causa degradação do bioma, aumenta as emissões de carbono e, principalmente, afeta as comunidades e populações que convivem com a floresta. Tudo isso leva ao desestímulo dos que tentam legitimar o manejo sustentável, argumentou o parlamentar.

Capiberibe afirma ainda que essa atividade se intensificou nos últimos anos, causando violência, medo e assassinatos dos lideres de grupos mais organizados que dependem da floresta em pé para seu sustento e perpetuidade. No requerimento que solicita a audiência pública, o senador argumenta que o assassinato de líderes é um "passo estratégico" para a desconstrução de todo um ideal planejado em conjunto pelos diversos atores da floresta, o que desestimula as denúncias de atividades ilegais.

A audiência pública será na sala 9 da ala Alexandre Costa.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

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Agência Senado
Fonte Agência Senado 01/09/2014 ás 21h

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