UnB cumpre 99% das metas de expansão de vagas do Reuni

Fonte Secretaria de Comunicação da UnB - Foto:Mariana Co 08/06/2012 às 22h

UnB cumpre 99% das metas de expansão de vagas do Reuni

A Universidade de Brasília chega a 2012 com 8.428 vagas disponíveis para a graduação em cursos presenciais. A oferta é duas vezes maior que a de 2007, quando havia 4.188 vagas. O número de cursos de mestrado e doutorado aumentou 26% no mesmo período. Passou de 80 para 109. Com os resultados, a UnB encerrará a execução do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) com 99% da meta de expansão de vagas na graduação cumprida. Na pós-graduação, o atendimento das metas foram de mais de 100%.

Para alcançar a meta de expansão de vagas, a Universidade contratou 428 professores e 620 técnicos pelo Reuni, ergueu quatro novos prédios, o Bloco de Salas Eudoro de Sousa e os três Módulos de Apoio e Serviços Comunitários (MASCs), e executou 28 reformas.

Outras 14 obras contratadas com verba do Programa estão em andamento e com conclusão prevista até o final de 2012. Uma delas é a reforma do Instituto de Letras, onde funcionários trabalhavam na pintura e acabamentos finais na última terça-feira, quando a UnB Agência percorreu os campi.

As novas instalações dos Institutos de Relações Internacionais e o de Ciência Política, e o edifício onde funcionarão os Departamentos de Estatística e Ciência da Computação também estão em estágio avançado. “Superamos em 100% o esperado”, afirma Alberto de Faria, diretor do Ceplan. Ele explica que o plano original do Reuni previa a aplicação de R$ 53,8 milhões, mas foram gastos R$ 80 milhões até dezembro de 2011 com a autorização de obras complementares ao programa. “Esses recursos adicionais só foram conseguidos porque a UnB executou bem o que lhe foi repassado”, afirma o decano de Administração, Eduardo Raupp.

O decano explica que obras não são metas pactuadas e definidas pelo Ministério da Educação. “As obras são uma forma de viabilizar as metas”, afirma Raupp. O crescimento de vagas implica automaticamente no espaço necessário para abrigar os novos estudantes e professores. “O Reuni é um programa acadêmico e não de construção civil”, conclui o reitor José Geraldo de Sousa Junior.

O Centro de Planejamento Oscar Niemeyer promete iniciar ainda, até o final do ano, outras quatro reformas e seis novas, além da construção do Módulo de Serviços e Equipamentos Esportivos de Planaltina (MESP). O investimento será de mais R$ 30,4 milhões além dos recursos gastos até agora. A mais complexa delas, segundo Alberto de Faria, diretor do Ceplan, é a construção dos blocos da Casa do Estudante. “É uma obra complexa”, explica. “É bastante provável que não concluiremos todas as edificações que começarão ainda este ano, mas elas começarão”, acredita.

Além dos projetos executados com recursos do Reuni, há outras 43 construções e 13 reformas realizadas com recursos da própria UnB, do Governo do Distrito Federal e outras fontes, como emendas parlamentares, somando R$ 160,2 milhões. São obras que estão concentradas principalmente nos campi de Ceilândia, Planaltina e Gama. “Estamos entre as universidades que melhor executaram as metas do Reuni”, analisa o vice-reitor João Batista de Sousa. “Ninguém é inocente de acreditar que em um programa desta envergadura, não surgirão dificuldades que atrasam o processo. No caso da UnB, mesmo com elas, cumpriremos as metas”, afirma.

O desempenho da UnB está acima de média, segundo Maria Fernanda Bittencourt, diretora substituta da Diretoria de Desenvolvimento do Ministério da Educação, área responsável pelo acompanhamento do Reuni. “A média de obras executadas por todas as universidades que participam do Reuni é de 55%. Esperamos que esse número chegue a 70% até o final do ano”, afirma. Segundo ela, o alcance pleno da meta é difícil de realizar. “Não esperávamos que a execução fosse de 100%, porque existem complicadores diversos em um programa com esta dimensão”, explica.

O principal obstáculo, segundo ela, foi a relação com as empreiteiras. “A maioria das universidades enfrentou dificuldades para contratar serviços, porque o mercado da construção civil esteve muito aquecido no período do Reuni. Além disso, muitas empresas abandonaram as obras e outras encontraram obstáculos em licenças ambientais, por exemplo”, explica.

CURSOS – No pacto firmado entre o MEC e a UnB em julho de 2008, foi acertada a criação de 4.306 vagas oriundas de 32 novos cursos e ampliação de outros 42 já existentes. As 4.240 vagas criadas nascem de 36 novos cursos e da ampliação da oferta de outros 48.

Os dados estão descritos nos relatórios do Comissão Permanente do Reuni produzidos de 2008 até 2011. “Além do aumento dos cursos, criamos métodos para melhorar o rendimento dos estudantes, com repercussão direta na melhora dos índices de evasão”, comemora o decano de Ensino de Graduação, José Américo Garcia.

O alcance de 100% da meta de vagas da graduação dependia da implementação do curso de Fonoaudiologia, no campus de Ceilândia, com 34 vagas previstas em cada semestre. A criação do curso foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), mas sua implementação depende da conclusão, pelo Governo do Distrito Federal, de um dos prédios do campus de Ceilândia. O contrato para a execução da obra foi assinado na última sexta-feira, 1º de junho.

Na pós-graduação, um dos principais objetivos pactuados era ampliar em 10% os cursos de doutorado. O aumento foi de 26%. O mesmo percentual era esperado na participação de docentes em programas de pós-graduação. “Como ampliamos para além da meta, o número de professores nos cursos de mestrado e doutorado, sem dúvida, ultrapassou este percentual”, afirma Denise Bomtempo, decana de Pesquisa e Pós-Graduação.

Algumas das metas acordadas para a Extensão também estão cumpridas. Previstos para aumentar em 50%, os projetos de extensão de ação contínua e participação docente e discente cresceram 42% de 2010 para 2011. O decano Oviromar Flores afirma que aumentaram em 57% os recursos para programas e projetos de extensão e em 150% o número de bolsas concedidas em 2011.

PROFESSORES –
Para viabilizar o crescimento das vagas, a UnB nomeou 1.128 professores, 428 deles pelo Reuni, nomeados entre 2008 e dezembro de 2011, e 620 técnicos. Com isso, o número de docentes passou de pouco mais de 1 mil em 2007 para 2.318 atualmente. “A expansão foi feita de maneira planejada e equilibrada”, afirma o reitor José Geraldo de Sousa Junior. “Criamos as vagas na medida em que contratamos os professores, ampliamos os espaços, compramos equipamentos e mobiliário”, explica. Os investimentos do Reuni em equipamentos somaram R$ 24,9 milhões até o final de 2011.

Os relatórios do Reuni mencionam ainda como alcançadas uma série de outras metas, como criação de cursos interdisciplinares, reestruturação pedagógica, mobilidade acadêmica, redução da evasão e ampliação da inclusão social.

Para a reestruturação pedagógica, por exemplo, foram criados programas de tutoria em parceria com a pós-graduação. “O objetivo é que alunos, especialmente dos cursos onde a evasão é maior, como Física, Química e Matemática, recebam aulas de reforço de estudantes em nível mais avançado”, explica José Américo Garcia. Para isso, os alunos recebem bolsas que até o ano passado eram de R$ 360.

Segundo o Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação, 574 alunos do mestrado e doutorado foram beneficiados com bolsas do Reuni para tutoria de alunos da graduação. Os avanços alcançados resultam no atendimento da principal meta do Reuni: fortalecer a universidade pública brasileira.

Secretaria de Comunicação da UnB - Foto:Mariana Co
Fonte Secretaria de Comunicação da UnB - Foto:Mariana Co 08/06/2012 ás 22h

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