Trabalhadores portuários recebem orientações sobre o Ebola

Fonte Secretaria de Portos da Presidência da República 06/09/2014 às 21h
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizaram, nessa quinta-feira (4), um workshop para operadores, trabalhadores e profissionais da área de saúde com o objetivo de esclarecer as dúvidas sobre o vírus Ebola, que foi decretado como Emergência de Saúde Pública Internacional.

Segundo Paulino Vicente, diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Codesp, a empresa tem trabalhado juntamente com a Anvisa para prestar informações sobre o Ebola. “O objetivo da palestra é chamar toda a comunidade portuária, dar as informações necessárias sobre o vírus Ebola, as formas de transmissão e sanar as perguntas mais frequentes”, disse.

A Codesp também está distribuindo, no Porto de Santos, folders explicativos com as principais perguntas e respostas sobre o vírus.

Também participaram o chefe do escritório da Anvisa em Santos, Francisco Chagas, e o Gerente de Orientação e Controle Sanitário de Viajantes em Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (GCOVI), Paulo Coury.

Também houve palestra conduzida pelo médico infectologista Francisco Vanin Pascalicchio, do Instituto de Infectologia Emilio Ribas. O especialista explicou as características e formas de transmissão do vírus, apresentou os casos pelo mundo - especificamente, na Libéria, Serra Leoa, Guiné - e as indicações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre os procedimentos que devem ser adotados.

Disseminação e prevenção

Vanin esclareceu que pelas características da infecção pelo Ebola, a possibilidade de ocorrer uma disseminação global do vírus, incluindo o Brasil, é muito baixa. Todos os países não afetados estão reforçando o sistema de vigilância epidemiológica e aperfeiçoando seus planos de contingência para lidar com casos suspeitos.

Como medida preventiva, as unidades da Anvisa em portos, aeroportos e fronteiras se mantém em estado de alerta para eventos de saúde relacionados a viajantes. Assim, caso necessário, os planos de contingência já existentes para Emergências de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII) serão ativados.

O especialista mostrou também que o intervalo de tempo entre a contaminação e o início dos sintomas varia de dois até vinte e um dias. Os sintomas iniciais incluem febre, fraqueza, dores musculares, de cabeça e garganta, geralmente seguidos por vômitos, diarreia e, em alguns casos, hemorragia.

A eventual transmissão ocorre apenas após aparecimento dos primeiros sintomas e, o mais importante, pacientes assintomáticos não são transmissores da doença.

As principais dúvidas foram sobre como o trabalhador portuário que tem contato direto com a tripulação dos navios deve proceder. Vanin disse que um trabalhador portuário a bordo de uma embarcação correria o risco de infectar-se apenas se tivesse contato com secreção de um tripulante com a doença, já sintomático.

A transmissão do vírus ebola ocorre apenas através do contato direto dos fluídos corporais (sangue, fezes, esperma, saliva, etc.) de pessoa ou animal contaminados, vivos ou mortos ou ainda pelo contato direto com objetos contaminados (agulhas, lençóis ou roupas sujas, por exemplo).

O vírus não é transmitido pelo ar, água, alimentos ou vetores e é facilmente destruído por sabão, água sanitária, luz solar ou secagem, sobrevivendo apenas um curto período de tempo em superfícies expostas ao sol ou secas.

Os representantes da Anvisa garantiram que, a partir do momento em que liberam o documento de Livre Prática para a embarcação, a instituição já se certificou de que não existem casos suspeitos a bordo.

As unidades da Anvisa em portos, aeroportos e fronteiras se mantém em estado de alerta para eventos de saúde relacionados a viajantes. A agência também definiu procedimentos padronizados para os casos suspeitos de contaminação, que incluem o isolamento e a remoção, pelo SAMU, por equipes com treinamento específico para esse atendimento. O órgão enviou comunicados aos comandantes de embarcações para que relatem casos suspeitos, que se caracterizam pela circulação de pessoas, nos últimos 21 dias, pelos países afetados e que apresentem sintomas.

A coordenação, o apoio, a elaboração e implantação dos planos de contingência nos portos está a cargo da SEP/PR, em articulação com a Anvisa no âmbito das ações do Grupo Executivo Interministerial - GEI do governo federal.

O Ministério da Saúde tem um protocolo de Vigilância e Manejo de Casos Suspeitos. O documento está em constante atualização e pode ser acessado pelo site do ministério.



Secretaria de Portos da Presidência da República
Fonte Secretaria de Portos da Presidência da República 06/09/2014 ás 21h

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