Rio 2016 promove 'hangout' sobre voluntariado nos Jogos

Fonte Brasil 2016 28/08/2014 às 14h
Com a abertura das inscrições para o Programa de Voluntários Rio 2016, marcada para esta quinta-feira (28), o Comitê Organizador promoveu um hangout de quase uma hora na última terça-feira (26), transmitido ao vivo pelo YouTube.

A gerente do programa, Flávia Fontes, esclareceu dúvidas sobre o processo seletivo que vai recrutar 70 mil voluntários para os Jogos. O campeão paraolímpico Daniel Dias também participou da conversa e deu uma prévia do que vem por aí daqui a dois anos.

“Os Jogos no Brasil vão ser uma emoção muito grande. Já competi em duas edições, é muito emocionante, mas competir no nosso quintal vai ser algo extraordinário. Vai ser algo que, para todos que participarem, sejam atletas, voluntários e toda a organização, vai marcar na história individual de cada um, além de marcar na história do povo brasileiro”, afirmou o multicampeão.

O medalhista olímpico Ricardo Prado, presidente do Conselho de Esportes Rio 2016, também participou do bate-papo e destacou a importância dos voluntários para os atletas. “Os voluntários são as pessoas que nos recebem de manhã, estão lá para te direcionar na hora da sua prova, que é um momento que você está muito nervoso. São pessoas maravilhosas que estão na instalação antes de você chegar e ficam lá até o fim do dia. São pessoas que ajudam muito em uma hora super difícil para o atleta”, declarou.

Para entender o papel dos voluntários nos Jogos, nada melhor do que o depoimento de quem já viveu essa experiência na pele, como Marcelo Orchis, que atuou na área de serviços de tradução para atletas em Atenas 2004. “Eu acho que ser voluntario é doar o seu tempo e a sua força de trabalho por algo que você acredita. Eu tinha uma grande paixão pelos Jogos Olímpicos desde pequeno. A gente tinha uma visão um pouco limitada sobre o que era ser voluntário e o que ele fazia. Eu trabalhei na área de serviços de tradução para atletas, torcedores, espectadores. Eu vi que o evento é muito maior do que a gente imagina quando olha pela televisão e vê o que está por trás de toda essa estrutura. No meu caso, principalmente, foi muito bom porque era multicultural, tinha pessoas de vários países do mundo”, contou.

Renata Roth, que também foi voluntária nos Jogos Atenas 2004, destacou, por sua vez, a oportunidade de atuar em diferentes áreas, não necessariamente de sua formação. “Fui voluntária em Atenas na parte de sailing (vela), e essa área não tinha sido a que eu tinha aplicado. Meu trabalho era na área de logística e transportes, que era fora do que eu achava que queria. Acho que até por não ter sido a área que eu queria, foi melhor ainda. Eu acabei fazendo muitas coisas que eram novas para mim e aprendendo muito sobre a função, o esporte e até mesmo sobre o Brasil. Na época, o sistema não era online e eu realmente recebi uma carta dizendo que eu tinha sido aceita para ser voluntária. Nunca esqueço o dia que recebi aquela carta”, lembrou.

Para o jornalista voluntário Rene Silva, criador do jornal "Voz da Comunidade", o voluntariado é praticamente uma vocação. “Para mim, ser voluntário é você se doar. O voluntariado tem que vir de dentro, você tem que querer ajudar e participar. Eu quando fui carregar a tocha em Londres 2012, fiquei muito honrado de ser escolhido. O voluntariado vai muito além disso. Você abre a sua mente quando faz algo assim, ainda mais fora do seu país”, afirmou.

“Estamos muito animados. As inscrições começam nesta quinta-feira e agora estamos tentando controlar a ansiedade. É um momento em que deixa de ser um plano nosso pra abrir para todo mundo e todos participarem. Estamos na expectativa”, declarou Flávia Fontes, gerente do Programa de Voluntários. Enquanto as inscrições não são abertas, assista abaixo à íntegra do bate-papo.


Brasil 2016
Fonte Brasil 2016 28/08/2014 ás 14h

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