Presidente italiano ressalta dedicação do país a missões internacionais

Fonte Ansa Flash. 22/12/2009 às 15h


 O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, ressaltou hoje que o país cumpre com todos os compromissos nas missões internacionais de que faz parte, principalmente os relacionados à estabilização do Afeganistão.

Ao discursar para diplomatas, o chefe de Estado explicou que a Itália age no que se refere à "necessidade de ampliar a presença militar no Afeganistão, e também para que seja adotada uma estratégia mais sábia politicamente e com características mais fortes quanto à intervenção civil e econômica".

Em outubro, o governo italiano decidiu aumentar a quantidade de soldados que mantém no Afeganistão por meio de um decreto de refinanciamento de missões internacionais.

Com a decisão, passaram de 2.800 a 3.227 os italianos que integram a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês), presente no Afeganistão.

Napolitano também citou o conflito no Oriente Médio, cuja solução, em sua análise, requer "multiplicar os esforços para que o processo de paz naquela atormentada região realmente aconteça".

Segundo o presidente, isto poderá ocorrer caso "as negociações se concretizem em direção ao respeito mútuo e à convivência entre o Estado de Israel e um novo Estado palestino, que deve ser criado".

Para o mandatário, a paz no Oriente Médio foi um dos temas aos quais a Itália mais deu importância em 2009. Outras questões, como as relações com América Latina, Europa e Rússia, também foram destacadas.

Clima

Ainda no mesmo discurso, proferido em uma cerimônia no Palácio do Quirinale [sede da presidência italiana], o chefe de Estado disse que o resultado da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 15), encerrada no sábado em Copenhague, ficou abaixo das expectativas.

"Foi duro e desgastante chegar a um acordo político, mas de qualquer forma inferior às expectativas e às necessidades", disse Napolitano, referindo-se ao texto final do encontro, um documento não vinculante, ou seja, não obrigatório, que ainda assim foi rejeitado por alguns países, entre eles Venezuela e Bolívia.

"Apesar do grande empenho do presidente norte-americano, Barack Obama, em um tenso confronto com o primeiro-ministro chinês [Wen Jiabao], percebemos o peso dos interesses particulares, das condições nacionais, das contradições objetivas. Em resumo, o peso das resistências à mudança", observou o presidente da Itália.

Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 22/12/2009 ás 15h

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