Participantes de audiência na Faculdade de Direito defendem maior peso para posições dos estudantes

Fonte UFMG 26/08/2014 às 10h
O espaço Território Livre da Faculdade de Direito recebeu nesta segunda-feira, 25, a quarta de uma série de audiências públicas realizadas para discutir, com o corpo discente da UFMG, a criação da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis. Durante duas horas, o professor Tarcísio Mauro Vago, assessor especial de Assuntos Estudantis e presidente da comissão designada pela Administração Central para traçar diretrizes para a criação da pró-reitoria, apresentou a proposta de estruturação do órgão e ouviu demandas dos alunos. O peso das posições dos estudantes para a tomada de decisões foi um dos temas recorrentes.

Em sua fala, Tarcísio Vago descreveu os três pilares da nova pró-reitoria: ações afirmativas, assistência estudantil e fomento ao protagonismo do estudante na Universidade, por meio de produção artística e intelectual. “Nossa proposta inclui ainda a criação de uma Câmara de Assuntos Estudantis como órgão máximo de deliberação da Pró-reitoria”, defendeu. De acordo com a proposta apresentada, todas as políticas e ações teriam de ser definidas e aprovadas por essa câmara.

Demandas discentes
Entre as questões apresentadas pelos estudantes, destacaram-se a composição da Câmara de Assuntos Estudantis, o papel da Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump) no contexto da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis e a ausência de políticas de assistência dirigidas a alunos de pós-graduação. A demora para se conseguir atualmente assistência na UFMG foi um dos motivos de crítica.

Jonas, estudante da Faculdade de Direito, questionou a falta de paridade na representação discente na Câmara. Tarcísio Vago lembrou que a composição é definida pelo Estatuto da UFMG, que estabelece que a representação dos estudantes seja equivalente a um quinto da representação dos professores, mas concordou que “é preciso expandir a representação estudantil” e se comprometeu a apresentar a demanda à Reitoria.

A aluna do curso de Ciências Sociais Luciléia Miranda, uma das representantes discentes na comissão, ressaltou a importância de as ações afirmativas serem discutidas. “Já é tempo de a UFMG ter um programa definido de políticas nesse campo, a fim de promover a inclusão efetiva das pessoas na Universidade”. A estudante lembrou que as ações afirmativas não se restringem aos assuntos estudantis, mas abrangem toda a comunidade universitária. “É necessária também uma reformulação das formas de assistência”, acrescentou.

Pessoas com deficiência
Na próxima quinta-feira, 28 de agosto, será realizada audiência pública extraordinária para discutir políticas para pessoas com deficiência na UFMG. O evento será no CADV (Centro de Apoio ao Deficiente Visual), na Fafich.

Nesta terça-feira, será realizada sessão, às 14h, no auditório do Instituto de Ciências Agrárias (ICA), em Montes Claros. No sábado, 30, a audiência ocorrerá na Moradia Universitária 1, no bairro Ouro Preto. Em novembro, um seminário vai aprofundar as discussões das audiências públicas.
UFMG
Fonte UFMG 26/08/2014 ás 10h

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