Pais de crianças mortas em incêndio no México encerram greve de fome

Fonte Ansa Flash. 11/01/2010 às 10h

 Os pais das 49 crianças que morreram em junho no incêndio de uma creche na cidade de Hermosillo, no norte do México, encerraram ontem uma greve de fome conjunta para cobrar punições aos responsáveis pelo episódio.

Manuel Rodriguez Amaya, pai de uma das vítimas, foi quem iniciou o protesto no dia 24 de dezembro e permaneceu em jejum por oito dias. Em seguida, ele foi substituído por parentes de outras crianças, que se revezaram.

Além da greve de fome, os familiares, que estavam acampados em uma praça da capital do estado de Sonora, manifestaram-se colocando 49 cruzes no local em memória das crianças mortas.

O governador Guillermo Padrés Elías prometeu ajuda. Recentemente, ele garantiu que tentaria reclassificar os crimes atribuídos aos acusados pela tragédia.

O incêndio na creche ABC ocorreu no dia 5 de junho, quando chamas que consumiam um galpão que fica ao lado do prédio acabaram se espalhando. O galpão pertencia à Secretaria da Fazenda do estado de Sonora.

A escola, por sua vez, era vinculada ao Instituto Mexicano de Segurança Social, mas teve a gestão delegada a particulares. Naquele dia, as portas de emergência do edifício estavam trancadas, o que dificultou o resgate das crianças.

Desde então, as investigações conduzidas pelas procuradorias do Estado e da República resultaram em 30 processos, mas por homicídio culposo -- ou seja, sem a intenção de matar. Assim, os acusados podem responder em liberdade.

Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 11/01/2010 ás 10h

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