Oficial argentino morre em terremoto no Haiti; uruguaio está desaparecido

Fonte Ansa Flash 13/01/2010 às 12h

 

BUENOS AIRES, 13 JAN (ANSA) - O oficial argentino Gustavo Gómez, de 33 anos, morreu no terremoto que atingiu ontem o Haiti, informou nesta quarta-feira a polícia de fronteiras (Gendarmeria Nacional) do país.

Gómez integrava desde o ano passado as tropas da Organização das Nações Unidas (ONU) que atuam em uma missão de paz e estabilização no Haiti sob o comando do Brasil.

"Com profundo pesar, a Gendarmeria Nacional comunica o falecimento do Cabo Primeiro Gustavo Gómez, que cumpria funções na Missão de Paz das Nações Unidas no Haiti, como consequência do forte sismo" de ontem, afirma uma nota oficial.

"Gómez, de 33 anos, encontrava-se neste país desde o dia 29 de abril de 2009. Ele é casado, tem dois filhos, de quatro e três anos, e nasceu na província de Buenos Aires", prossegue o comunicado.

A Argentina mantém 20 homens no Haiti, dos quais 14 pertencem à Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Os outros seis fazem a segurança da embaixada do país.

Autoridades de Buenos Aires informaram também que "ainda não foi possível estabelecer contato direto com outro integrante do contingente que se encontrava em cidades situadas a 35 quilômetros de Porto Príncipe, pois todos os sistemas de comunicações entraram em colapso".

O epicentro do tremor, de intensidade 7 na escala Richter, foi registrado a 15 quilômetros da capital do país, Porto Príncipe.

O coronel da Força Aérea do Chile Duncan Silva, chefe das unidades do país no Haiti, afirmou que "é difícil dimensionar" a quantidade de mortos, feridos e desaparecidos.

Em declarações concedidas de Porto Príncipe, ele informou que a cidade está sem água e eletricidade. A distribuição de alimentos é difícil e a situação sanitária se complicou com a destruição de hospitais.

O militar confirmou que há duas chilenas desaparecidas. Uma delas é María Teresa Dowling, esposa de um general, que estava junto a outras 300 pessoas no hotel Le Montana, que desabou. A outra mulher desaparecida é Andrea Lois, funcionária da Minustah.

A presidente Michelle Bachelet disse estar "consternada" e prometeu ajuda. "É um povo que fez esforços enormes para reconstruir sua democracia, para seguir adiante e para lutar contra a fome e a pobreza", disse a mandatária. Por isso, prosseguiu, "o Chile entregará o apoio e a mão amiga solidária que se requer neste momento".

No Uruguai, o Exército informou que um alto oficial está desaparecido. Trata-se do tenente coronel Gonzalo Martirené, que trabalha no quartel-general da ONU em Porto Príncipe.

Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 13/01/2010 ás 12h

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