No dia mundial de combate à corrupção, veja como os bancos podem se prevenir da lavagem de dinheiro

Fonte RMA Comunicação e Negócios 09/12/2009 às 17h

São Paulo, dezembro de 2009 - Historicamente, a corrupção brasileira existe desde a época do Brasil Império. Apesar disso, somente em dezembro de 2005 o Brasil e mais de 110 países assinaram acordo com a Convenção das Nações Unidas contra Corrupção (UNCAC, sigla em inglês), regulamentando o pacto instituído em 9 de dezembro de 2003, no México - data firmada como o Dia Internacional de Combate à Corrupção. No Brasil, o pacto vigora como força de lei, devido à divulgação feita pelo Congresso Nacional em 31 de janeiro de 2006.

O acordo obriga os países membros obedecer no cumprimento da fiscalização de crimes e atos ligados à corrupção, dentro das leis internacionais. Além disso, o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC) desenvolveu o Programa Global contra Corrupção - (GPAC, sigla em inglês), que mensura as ações corruptas nas esferas pública, financeira e políticas.

Nesse dia, a ACI Worldwide - empresa especializada em soluções de segurança para transações eletrônicas financeiras - alerta as instituições para a corrupção mais comum, a lavagem de dinheiro. Segundo o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), existem estimativas de que anualmente, no mundo inteiro, a lavagem de dinheiro varie entre US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão - cerca de 2% do PIB mundial, e de acordo com o FMI, no Brasil, isso equivale a um montante de R$ 37,5 bilhões a R$ 75 bilhões.

"Esse tipo de fraude é realizado por grupos de crime organizado, para lavar rendas do tráfico de drogas e contrabandear mercadorias, assim como organizações terroristas, para comprar armamento e funcionários públicos, para receber benefícios próprios ou familiares", afirma Hugo Costa, diretor executivo e de marketing da ACI Worldwide.

Segundo Costa, a maioria desses processamentos são feitos por meio de instituições financeiras. "Com o aumento de transações bancárias, inclusive com a entrada de processamentos rápidos e fáceis como a internet, que permitem processar e movimentar recursos mantendo o anonimato, o dinheiro limpo acaba se misturando com o dinheiro sujo. Então, mesmo que a instituição financeira não seja a responsável direta por essas transações, acaba por ser vinculada a essas práticas", conclui.

Até mesmo as transações de cartão de crédito estão sujeitas a ataques fraudulentos para financiamento do terrorismo. Segundo investigações do Grupo Egmont, um indivíduo dessas organizações conseguiu manter vinte e um cartões usando duas versões diferentes do seu nome. O valor debitado chegou a mais de US$ 85 mil. Isso tudo ocorreu por meio da internet, que facilitou a clonagem.

Contudo, conclui-se que a lavagem de dinheiro é ruim para:

.    Desenvolvimento - Países em desenvolvimento que atraem dinheiro sujo, não são cotados por empresas que pretendem investir, porque possuem uma taxa adicional para combate a corrupção e violência. Os países que mais se prejudicam são os mais pobres, porque perdem massivamente recursos. Segundo a pesquisa global de corrupção 2009: Setor Privado e Corrupção (GCR, na sigla em inglês), entre 1990 e 2005, mais de 283 acordos internacionais privados foram expostos, deixando como encargos de sobretaxa estimados em US$300 bilhões a consumidores no mundo todo.
.    Negócios - Pode abalar instituições financeiras, quando há qualquer envolvimento. Caso do Banco Suíço UBS, que teve que quebrar sigilo de mais de 52 mil clientes norte-americanos acusados de desviar US$ 20 milhões do imposto de renda em contas fora do país;
.    Economia - A lavagem de dinheiro torna as taxas de juro e câmbio mais voláteis, causando alta inflação em países onde criminosos executam seus negócios. Desestabiliza a situação econômica do país, afetando a estabilidade econômica global.

Acompanhamento
A ONG Transparência Internacional desenvolveu um Índice Anual de Percepção de Corrupção, que mensura o nível percentual de corrupção no setor público em 180 países e territórios do mundo todo. A pesquisa feita anualmente é baseada em 13 pesquisas independentes (não inclui todos os países).
Os dados foram feitos em ordem decrescente, ou seja, o país que tiver menor número (quanto mais escuro o azul, maior o nível percentual de corrupção) é onde há mais corrupção. Entre os países que falharam por ultrapassar a meta de 5%, está o Brasil, com 3,7% de índice de corrupção, assim como o Peru, Colômbia e México. Todos esses líderes econômicos seriam uma força para combate à corrupção, mas foram abatidos por uma série de escândalos envolvendo impunidade, corrupção política e captação estatal.

Sobre a ACI Worldwide
A ACI Worldwide é líder mundial no fornecimento de soluções de software e serviços para gerenciamento, segurança e operação de meios eletrônicos de pagamentos para os maiores bancos, varejistas e processadoras de cartões em todo o mundo. A empresa possibilita os processamentos de pagamentos, internet banking, prevenção e detecção de fraudes e serviços back office. As soluções da ACI Worldwide fornecem agilidade, confiabilidade, gerenciamento e extensão, para cerca de 750 consumidores em 90 países. Visite: www.aciworldwide.com 

RMA Comunicação e Negócios
Fonte RMA Comunicação e Negócios 09/12/2009 ás 17h

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