Mulheres idosas preferem a morte a sofrer uma fratura de quadril

Fonte MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde 30/08/2014 às 11h
As fraturas de quadril integram uma classificação mundial das 10 piores deficiências em termos de perda de mobilidade e de deficiência de longo prazo



Durante a 7ª conferência internacional da Society on Sarcopenia, Cachexia and Wasting Disorders (SCWD), a professora Maria Fiatarone, da Universidade de Sydney, Austrália, apresentou sua pesquisa sobre perda de massa muscular, exercícios e fraturas de quadril.



Como especialista em envelhecimento humano, a pesquisadora enfatizou a importância dos médicos reconhecerem os desafios multifacetados enfrentados por um paciente após uma fratura de quadril. Ela defendeu que as tentativas anteriores de se concentrar apenas no osso deixaram de reconhecer que, apesar da diminuição da massa óssea (osteoporose) tornar o esqueleto propenso a fraturas, é a erosão gradual da massa muscular magra (sarcopenia) e a consequente fragilidade que leva o idoso às quedas.



Bastante preocupante e chocante é a estatística, apresentada por ela, que 80% das mulheres preferem a morte do que sofrer uma fratura de quadril e terem que morar numa casa de repouso, devido à perda de independência.



“As fraturas de quadril integram uma classificação mundial das 10 piores deficiências em termos de perda de mobilidade e de deficiência de longo prazo. Por quê? Porque as fraturas de quadril não são de fácil recuperação. A verdade é que as fraturas de quadril podem levar a complicações, de longo prazo, o que levará o idoso a ter que contar com assistência em tempo integral ou a ter uma estadia prolongada numa casa de repouso, por exemplo”, afirma o ortopedista Caio Gonçalves de Souza (CRM-SP 87.701/ RQE N°7539), médico do Hospital das Clínicas de São Paulo.



Um estudo publicado no The Journal of the American Medical Association constatou que, dos 250 mil americanos com idade acima de 65 anos que terão uma fratura do quadril a cada ano, cerca de 20-30% morrerá dentro de um ano, e muitos mais experimentarão uma perda funcional significativa.



Para dar uma ideia do tipo de “perda funcional” provocada pelas fraturas de quadril, o estudo faz referência a:



· 90% das pessoas que não precisam de assistência para subir escadas, antes de fraturar o quadril, não serão capazes de subir cinco degraus, no ano seguinte à fratura;

· 66% não serão capazes de ir ao banheiro sem ajuda;

· 50% não serão capazes de levantar-se de uma cadeira;

· 31% não serão capazes de sair da cama sem a ajuda de um cuidador;

· 20% não serão capazes de vestir as próprias calças sem assistência.





Dados americanos apontam que “um em cada três adultos que vivia de forma independente antes de sua fratura de quadril permanecerá em uma casa de repouso por pelo menos um ano após a sua lesão”.



Um dado importante para prever a capacidade do paciente de se curar completamente, após uma fratura de quadril, é o tipo de atendimento que ele recebe depois de deixar o hospital.



“A evolução pós-operatória começa no instante em que a cirurgia e a internação hospitalar terminam e continua na casa do paciente. Alguns podem pensar que a cirurgia para tratar uma fratura no quadril é a parte mais complicada da recuperação. No entanto, a cirurgia é, geralmente, um procedimento simples, enquanto que o curso pós-operatório costuma ser mais difícil”, alerta Caio de Souza.



Voltando para casa



A fim de assegurar uma transição suave e bem-sucedida, alguns itens precisam ser abordados. “A estrutura da casa precisa ser totalmente compreendida e modificada, permitindo que o paciente possa manter mobilidade suficiente para ultrapassar os obstáculos domésticos comuns, como degraus. Pode haver a necessidade da instalação de equipamentos adicionais para ajudar o paciente, como rampas. Tapetes e outros objetos escorregadios devem ser retirados. Deve ser colocado piso aderente nos banheiros. A fisioterapia não deve terminar precocemente. Fazer fisioterapia, seja a ambulatorial ou em casa, é extremamente importante”, recomenda o médico, que também é professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina na Uninove.



“Pode parecer pesado ter que pensar em todas essas coisas ao mesmo tempo, mas ter tempo para tomar essas providências pode melhorar a saúde do paciente mais tarde”, defende o ortopedista.



CONTATO:



Site: www.artrose.med.br

E-mail: [email protected]






MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde
Fonte MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde 30/08/2014 ás 11h

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