MMA em destaque nos EUA

Fonte Ascom - MMA 06/06/2012 às 17h

MMA em destaque nos EUA

Nesta quinta-feira (07/06), o Banco Mundial será premiado pelo Departamento do Tesouro americano devido ao apoio institucional ao Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O Arpa é o maior programa de conservação da biodiversidade em florestas tropicais do mundo

O programa é responsável pelo apoio a 95 unidades de conservação (UCs), que protegem 52 milhões de hectares da Amazônia. Outras 17 estão em fase de criação, totalizando 58 milhões de hectares protegidos no bioma. Até 2015, o programa vai superar a meta de 60 milhões de hectares em unidades de conservação.

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que começa no próximo dia 13, e durante a Semana do Meio Ambiente, a diretora gerente do Banco Mundial, Sri Mulyani,receberá o prêmio em Washington. O coordenador do Arpa, Trajano Quinhões estará presente na cerimônia.

"Ficamos muito satisfeitos com a premiação. O Banco Mundial está sendo homenageado pelos resultados conquistados pelo Arpa", relata Simões. "O Banco Mundial é um dos financiadores do programa e é também um dos seus idealizadores".

INDICAÇÃO
A candidatura do Arpa ao prêmio "Homenagem a Impactos do Desenvolvimento" (Development Impacts Honor), lançado neste ano, foi encaminhada ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos pelo Banco Mundial e Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, sigla em inglês) no Brasil.

O Tesouro americano é acionista de grande parte das instituições multilaterais de desenvolvimento em todo o mundo, e criou o prêmio de reconhecimento a projetos de outras seis categorias: educação, segurança alimentar, saúde, infraestrutura, setor privado e mulheres.

Estarão presentes no evento parlamentares do Congresso dos Estados Unidos, representantes de agências do governo americano e da ampla comunidade envolvida na agenda do desenvolvimento. A premiação é aberta à imprensa e acontece das 8h45 às 10h da manhã no Main Treasury Building, no número 1500 da Avenida Pensilvânia (Washington, DC).

CONSOLIDAÇÃO
O objetivo do Arpa é apoiar a criação e a consolidação de um conjunto de unidades de conservação em áreas prioritárias da Amazônia brasileira. Criado em 2002, o programa foi anunciado na conferência mundial do ambiente "Rio +10", em Joanesburgo, na África do Sul. A primeira fase do programa aconteceu entre 2002 e 2009, durante a qual 63 unidades de conservação foram criadas e implementadas – em mais de 32 milhões de hectares.

O programa é uma parceria entre o governo do Brasil, Ministério do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), governos estaduais da Amazônia Brasileira: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Pará e Tocantins, WWF-Brasil, Cooperação Brasil – Alemanha, GTZ, KfW, Banco Mundial, GEF, Funbio, Fundo Amazônia e BNDES.

O Arpa expande e consolida o sistema de unidades de conservação na Amazônia brasileira, contribuindo substancialmente para a prevenção do desmatamento: as unidades de conservação apoiadas apresentam índices menores de destruição florestal do que as que estão fora do programa.

BIODIVERSIDADE
O programa protege uma amostra considerável da biodiversidade do Brasil. Em apenas 39 unidades de conservação apoiadas pelo programa, foram encontradas mais de oito mil espécies de plantas e animais, das quais 107 estão ameaçadas de extinção.

E além disso é fundamental para evitar a emissão de gases de efeito estufa. "Em 13 áreas protegidas pelo programa Arpa, entre 2003 e 2007, temos estudos que comprovam que deixamos de emitir 430 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera", cita a vice-presidente do Banco Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, Rachel Kyte.

Ela explica que foram investidos 84 milhões de dólares durante toda a primeira fase do Arpa (2003-2010). "Se cada tonelada de carbono equivale a 5 dólares, até 2050 isso significará 2,2 bilhões de dólares. Se pensarmos em um cálculo anual, o custo para a redução das emissões no período é de 54 milhões de dólares", relata a vice-presidente. Então, considerando que a cada ano da primeira fase do Arpa foram investidos 12 milhões de dólares, "podemos concluir que somente aí temos um índice de retorno de investimentos de 22%".
Ascom - MMA
Fonte Ascom - MMA 06/06/2012 ás 17h

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