Mineiros em greve no Chile analisam hoje nova proposta de estatal de cobre

Fonte ANSA 05/01/2010 às 9h
A oferta inclui um bônus de US$ 24 mil além de reajuste salarial de 4%; a exigência da companhia é que um eventual contrato coletivo seja estendido por 38 meses

SANTIAGO DO CHILE, 5 JAN (ANSA) - Os seis mil trabalhadores da estatal de extração de cobre chilena Codelco, que estão em greve desde ontem na região de Chuquicamata, votarão hoje para decidir se aceitam ou não a última proposta feita pela empresa.

A decisão de deliberar sobre o texto foi tomada durante uma assembleia que contou com a participação de cerca de mil funcionários e suas famílias.

A oferta -- entregue aos sindicatos grevistas ontem -- incluiu o aumento do bônus oferecido, que subiu para US$ 24 mil, e um reajuste salarial de 4%.

A condição imposta pela Codelco é que os empregados retomem as atividades na manhã da quarta-feira, "já que depois dessa data seria muito difícil recuperar as perdas", explica a companhia.

A proposta também incluiu a ampliação da vigência do eventual contrato coletivo de trabalho de 36 para 38 meses e mantém o primeiro oferecimento de um empréstimo opcional de US$ 5.930, sem juros.

O gerente de Desenvolvimento Humano da divisão Norte da estatal, Humerto Fernandois, afirmou que "há boas possibilidades de chegar a um acordo entre os diretores e funcionários", apesar de estes solicitarem um bônus de US$ 27,7 mil e reajuste anual de 4,5%.

"A nova oferta se constroi através do conhecimento da Codelco de que é possível trabalhar junto aos dirigentes sindicais e empregados, não somente para recuperar a produção perdida nesses dias, mas também para seguir avançando em melhorar as condições de produtividade e competitividade da divisão, e assim prepará-la para seus desafios futuros", declarou Fernandois.

De acordo com um comunicado divulgado pela Codelco Norte, a mobilização gera grandes perdas para a companhia e o país, pois a estatal é a empresa que mais contribui com o Estado e o financiamento de seus programas sociais, que apoiam os setores mais necessitados da sociedade chilena.

A Codelco é a maior empresa de extração de cobre do planeta e a mina de Chuquicamata é reponsável por 4% da produção mundial do metal. Estima-se que a paralisação das atividades na região resultem em perdas diárias de US$ 8 milhões para a companhia.
ANSA
Fonte ANSA 05/01/2010 ás 9h

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