México condiciona reconhecimento de governo hondurenho a posição da OEA

Fonte Ansa Flash. 02/02/2010 às 9h

A chanceler mexicana, Patricia Espinosa, condicionou hoje o reconhecimento do novo governo de Honduras ao posicionamento da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A funcionária disse que a OEA deve valorizar o processo de "reconciliação e recomposição nacional" hondurenho para que o país volte "a se integrar à comunidade das nações", que é o que "todos querem".

Devido ao golpe de Estado que tirou do poder o presidente Manuel Zelaya no dia 28 de junho, Honduras foi suspensa da OEA.

Espinosa afirmou também que o governo mexicano ainda não convidou o novo presidente do país, Porfirio Lobo, para participar da reunião do Grupo do Rio que será realizada neste mês em Cancún, mas revelou que tal possibilidade "ainda não foi descartada".

Sobre o destino de Manuel Zelaya, que na quarta-feira passada, dia em que Lobo tomou posse, pôde deixar a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e partiu para a República Dominicana -- beneficiado por um salvo-conduto --, a ministra negou a informação de que o agora ex-presidente havia pedido autorização para viajar ao México.

No início de dezembro, Zelaya tentou deixar a representação diplomática e seguir para o México, que o receberia como "hóspede de honra". Sua saída, no entanto, foi evitada pelo presidente de facto, Roberto Micheletti, que negou a concessão do salvo-conduto.

Porfirio Lobo foi eleito no dia 29 de novembro, mas seu governo ainda não obteve o aval de grande parte da comunidade internacional. Para uma série de países, entre eles o Brasil, a votação hondurenha não deve ser reconhecida porque ocorreu sob a gestão de um presidente de facto.

Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 02/02/2010 ás 9h

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