Marcada por atrasos, obra de Angra 3 prossegue apesar de Fukushima

Fonte Deutsche Welle, parceira da EcoAgência de Notícias 12/03/2013 às 15h

O cronograma de construção da terceira usina nuclear brasileira, Angra 3, é marcado por atrasos. Mas a falta de pontualidade não tem qualquer relação com o acidente de Fukushima, no Japão, que completa dois anos nesta segunda-feira (11/03). Enquanto o desastre desencadeou uma oposição forte a essa fonte de energia em várias partes do mundo, o Brasil decidiu avançar com os investimentos na indústria nuclear. "Isso [o acidente de Fukushima] não tem nada a ver com o que está acontecendo no Brasil", disse o superintendente de construção da Eletrobrás Eletronuclear, José Eduardo Costa Mattos, sobre Angra 3.

A construção da central foi iniciada ainda na década de 1980, paralisada em 1986 e, em 2008, recebeu a licença ambiental prévia do Ibama. Em 2011, o canteiro de obras cresceu e o prazo para que a usina entrasse em operação era dezembro de 2015. A data foi adiada para julho de 2016 e, agora, fala-se em dezembro de 2016.

Mattos justifica a demora: o edital de serviço de montagem eletromecânica do reator ficou muito tempo suspenso devido a problemas financeiros, mas as obras já estão, novamente, em andamento. A usina, que já tem 40% de sua estrutura construída, terá potência de 1.405 megawatts (MW).

Os parâmetros de segurança estão em primeiro plano, garante Mattos, além da proteção do meio ambiente. "Entre os materiais utilizados pela construtora estão madeira e plástico reciclados. O armazenamento do lixo que sobra das obras também é direcionado a empresas aptas para fazer o armazenamento de forma correta", disse em entrevista à DW Brasil.

Alemanha deve sair de cena

Meses depois da catástrofe de Fukushima, o governo alemão decidiu fechar todas as suas 17 usinas nucleares até 2022. Ao mesmo tempo, o país aparecia na lista de fiadores da obra de Angra 3. Em fevereiro de 2010, a Alemanha havia prometido à francesa Areva NP (que na época pertencia em parte ao grupo alemão Siemens) a chamada garantia Hermes, no valor de 1,3 bilhão de euros. Na prática isso significa que, se o Brasil desse um calote na empresa, o governo alemão assumiria o prejuízo.

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Deutsche Welle, parceira da EcoAgência de Notícias
Fonte Deutsche Welle, parceira da EcoAgência de Notícias 12/03/2013 ás 15h

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