Mantega diz que diferença de metodologia gerou discrepância nos números do PIB .

Fonte Agência Brasil. 10/12/2009 às 13h

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, justificou hoje a discrepância entre o número do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de tudo o que a economia produz) previsto pela equipe econômica e o divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Ontem, o ministro anunciou que a economia poderia ter crescido 2% no terceiro trimestre, mas segundo o IBGE o crescimento no período chegou a 1,3% em comparação ao trimestre anterior, e caindo 1,2% em comparação terceiro trimestre de 2008.

Segundo Mantega, a diferença entre a projeção e o número divulgado decorreu da mudança na metodologia adotada pelo IBGE em 2007, que dá peso maior aos serviços do  que à agricultura, por exemplo. Essa mudança teve impacto, inclusive, nos resultados do quarto trimestre do ano passado e dos trimestres deste ano.

O ministro chegou a divulgar que o PIB anualizado no terceiro trimestre chegaria a 8%, quando pelo índice divulgado hoje pelo IBGE o crescimento no período ficou em 5,1%.

“Está longe dos 8% que eu falei e dos 8% que todos falaram. Mas ninguém imagina que iria mudar nesses trimestres. Mudou toda a base da série. Agora, nossa projeção para este ano está comprometida com essa mudança toda de números”., disse o ministro, acrescentando que já prefere não arriscar um número para 2009.

Em seguida, porém, ele afirmou que o crescimento neste ano será positivo e, no quarto trimestre, olhando-se o tempo presente, a economia cresce 4% a 4,5%.


"Portanto, nós vamos ter um final de ano para a economia girando em um patamar satisfatório e vamos entrar 2010 com a economia aquecida e crescendo, ao meu ver, 5% no ano que vem”, afirmou.

O ministro rebateu que o crescimento da economia, ao contrário do esperado por ele, seria um “pibinho”. “Pibinho”? Para nós, é um pibão. Na União Européia, positivo é 0,4%. Esse que um pibinho”, disse.

 

Agência Brasil.
Fonte Agência Brasil. 10/12/2009 ás 13h

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Mantega diz que diferença de metodologia gerou discrepância nos números do PIB .