LED: Excesso de marcas inclui produtos de má qualidade

Fonte Via Pública Comunicação 02/06/2012 às 21h

Por Gilberto Grosso*

A nova onda de iluminação é chamada de LED - sigla em inglês para light emitting diode, ou diodo emissor de luz –, tem despertado o interesse das pessoas, levando-as a substituir as lâmpadas e equipamentos que dispõem em suas casas ou lojas por essa nova tecnologia.

Sem dúvida, os LEDs trazem uma série de vantagens, principalmente quando comparados a outros tipos de lâmpadas: a economia no consumo de energia elétrica pode chegar a 88%, não aquecem o ambiente, apresentam durabilidade até 25 vezes superior à das lâmpadas comuns, o que também reduz os custos de manutenção.

No entanto, na ânsia por mudanças, o consumidor encontra no mercado dezenas de marcas desconhecidas e que não param de proliferar, com preços que vão de um extremo a outro para produtos visualmente muito parecidos, confundindo sua escolha, o que o leva, muitas vezes, a adquirir um produto que não atenderá suas expectativas.

Embora genericamente digamos LED para todo diodo emissor de luz e nivelemos todos os produtos como iguais, há uma distância gigantesca entre um LED de excelente qualidade e outro de péssima qualidade. E isso não é percebido no ato da compra pelo cliente, nem mesmo por aqueles que se dizem especialistas, mas não têm em mãos os equipamentos adequados para testá-lo.

Depois de uma compra errada, os problemas começam bem cedo, logo depois da instalação, com queda abrupta da intensidade luminosa; queima precoce, normalmente ao redor de 2 mil horas de uso (já que ninguém fica contando as 32 mil horas de vida divulgadas na embalagem); queima ou baixa intensidade de luz de um ou outro diodo (quando a lâmpada tem mais de um ponto emissor de luz); perda da cor da luz emitida (um ponto fica branco, outro amarelado ou azulado), entre outras degradações.

Falta regulamentação

Como esclarecimento, vale lembrar que o produto LED ainda não é normatizado, ou seja, mundialmente não existem normas técnicas consolidadas e unanimemente aceitas, que obriguem fabricantes a seguirem determinados padrões de qualidade. No Brasil, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) já tem encaminhado estudos nessa direção e até o final de 2012 espera-se publicar portaria regulamentando as especificações para importação de LEDs. Uma notícia alvissareira que deverá limitar a atuação de empresas sem comprometimento com o mercado da iluminação e com produtos de qualidade.

E o Brasil é um mercado atrativo para os aventureiros de plantão, pois possui um parque de iluminação instalado da ordem de 550 milhões de lâmpadas anuais – desde residenciais, comerciais e industriais até iluminação pública. Somente de incandescente, cuja extinção definitiva já está marcada para 2016, são 350 milhões de unidades, que migrarão para as lâmpadas compactas, alguns modelos de halógenas e, preferencialmente, LEDs.

Assim como em 2001, quando passamos pela crise do apagão no Brasil, e surgiram 132 “novas” marcas de lâmpadas compactas fluorescentes de um dia para o outro, hoje assistimos o mesmo fenômeno com os LEDs. Grande parte dos produtos de LED comercializada em todo o mundo é produzida com o que vulgarmente podemos chamar de componentes de “varredura”. Isto é, fabricada com aqueles componentes que não foram 100% aprovados no processo de qualidade industrial.

As matérias-primas são analisadas por sua qualidade e aquelas reprovadas e classificadas abaixo de determinados índices de eficiência são destinadas à fabricação de produtos para marcas ou países onde o foco são os preços baixos, em detrimento de qualquer índice qualitativo.

Falta regulamentação

Como esclarecimento, vale lembrar que o produto LED ainda não é normatizado, ou seja, mundialmente não existem normas técnicas consolidadas e unanimemente aceitas, que obriguem fabricantes a seguirem determinados padrões de qualidade. No Brasil, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) já tem encaminhado estudos nessa direção e até o final de 2012 espera-se publicar portaria regulamentando as especificações para importação de LEDs. Uma notícia alvissareira que deverá limitar a atuação de empresas sem comprometimento com o mercado da iluminação e com produtos de qualidade.

E o Brasil é um mercado atrativo para os aventureiros de plantão, pois possui um parque de iluminação instalado da ordem de 550 milhões de lâmpadas anuais – desde residenciais, comerciais e industriais até iluminação pública. Somente de incandescente, cuja extinção definitiva já está marcada para 2016, são 350 milhões de unidades, que migrarão para as lâmpadas compactas, alguns modelos de halógenas e, preferencialmente, LEDs.

Assim como em 2001, quando passamos pela crise do apagão no Brasil, e surgiram 132 “novas” marcas de lâmpadas compactas fluorescentes de um dia para o outro, hoje assistimos o mesmo fenômeno com os LEDs. Grande parte dos produtos de LED comercializada em todo o mundo é produzida com o que vulgarmente podemos chamar de componentes de “varredura”. Isto é, fabricada com aqueles componentes que não foram 100% aprovados no processo de qualidade industrial.

As matérias-primas são analisadas por sua qualidade e aquelas reprovadas e classificadas abaixo de determinados índices de eficiência são destinadas à fabricação de produtos para marcas ou países onde o foco são os preços baixos, em detrimento de qualquer índice qualitativo.

País reflete cenário mundial

É esse produto de baixa qualidade, baixo preço e baixa garantia que inunda o mercado do Brasil e do mundo numa escala linear sem precedentes, com marcas nunca antes vistas e comercializadas por empresas e indivíduos sem qualquer relação com a iluminação em geral. O que acontece no Brasil reflete o cenário mundial, ou seja, há muitos produtos disponíveis e raríssimos controles de qualidade e eficiência.

Hoje, afirmar que um produto é parecido com o outro e, portanto, tem de ter o mesmo preço, está longe de ser verdade. Há marcas e marcas. Algumas empresas, cujo princípio de fabricar e importar para o Brasil somente produtos e equipamentos atestadamente de alta qualidade, garantem que o consumidor está adquirindo o que há de melhor no mercado mundial e a um preço justo, não equiparado ao dos produtos de “varredura”.

Portanto, na hora de comprar ou mudar a instalação da sua loja ou casa, é importante fazê-lo num estabelecimento de referência e reconhecidamente de qualidade. E lembrar que preço baixo, muitas vezes, significa produto feito a custos baixos, sem controle e com componentes também de baixa qualidade. É bom ficar de olhos bem abertos para não levar gato por lebre, como lembra o dito popular.

* Gilberto Grosso é Lighting Professional, possui ampla experiência na área de iluminação e é atualmente Diretor Comercial da Avant, referência nacional em soluções para iluminação.

Via Pública Comunicação
Fonte Via Pública Comunicação 02/06/2012 ás 21h

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