Justiça uruguaia confirma condenação de ex-militares por crimes cometidos na ditadura

Fonte Ansa Flash. 05/02/2010 às 14h

A Justiça do Uruguai confirmou hoje a condenação dos ex-militares José Gavazzo e Ricardo Arab, considerados culpados pelo desaparecimento de 28 uruguaios transferidos ilegalmente da Argentina em 1976, quando as duas nações estavam sob regimes ditatoriais. 

As transferências ocorreram por meio do Plano Condor -- estratégia de repressão coordenada pelos governos militares do Cone Sul nas décadas de 1970 e 1980.

Ao anunciar o veredicto, os magistrados do Tribunal Penal de Apelação de segunda instância -- Alfredo Gómez Tedeschi, José Balcaldi e William Corujo -- explicaram que se basearam em provas apresentadas pela promotoria e em casos de jurisprudência, e ratificaram a pena ditada anteriormente, de 25 anos de prisão.

No último ano, o juiz Luis Charles os havia condenado em primeira instância, junto a outros quatro ex-militares e dois ex-policiais, por "28 crimes de homicídio especialmente agravados...".

Entre outros, foi atribuída aos ex-oficiais a responsabilidade pelo desaparecimento dos militantes de esquerda Adalberto Soba e Alberto Mechoso, em 1976, em Buenos Aires.

Gavazzo e Arab, que eram integrantes do Serviço de Informação e Defesa da ditadura que governou o Uruguai entre 1973 e 1985, recorriam agora em segunda instância, e a defesa já anunciou que levará o caso à Suprema Corte de Justiça.

Os dois também são investigados por suposta participação no desaparecimento de María Claudia García, nora do poeta argentino Juan Gelman.


Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 05/02/2010 ás 14h

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