Juiz chileno que investiga morte de ex-presidente é inabilitado

Fonte Ansa flash 17/12/2009 às 11h

A 1ª Sala da Corte de Apelações de Santiago inabilitou hoje o juiz Alejandro Madrid, que investiga a morte do ex-presidente chileno Eduardo Frei Montalva, ocorrida em 1982, durante a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990).

Assim, o magistrado, que na semana passada confirmou que Frei Montalva foi assassinado por envenenamento e pediu a prisão de seis envolvidos, permanecerá suspenso até que outro tribunal se pronuncie sobre o recurso apresentado pela defesa de um dos suspeitos, o médico Pedro Valdivia.

Cláudio Feller, advogado de Valdivia, afirmou que está utilizando "os recursos processuais" a favor de seu cliente.

No entanto, a 8ª Sala da Corte de Apelações já recusou pedidos de amparo das defesas do ex-motorista de Frei Montalva, Luís Becerra, e do agente da polícia secreta de Pinochet Raúl Lillo, também apontados como responsáveis pela morte do ex-presidente, que era um dos principais opositores do regime militar.

A justificativa para a inabilitação de Madrid se deve ao fato de que o magistrado teria feito manifestações públicas sobre o caso. Ainda assim, o advogado da família do ex-presidente, Álvaro Varela, disse esperar com otimismo a continuidade das investigações.

"O importante não é o juiz [Alejandro] Madrid ou qualquer outro, o que deve preocupar os denunciados são os fatos, seus antecedentes e as provas que foram reunidas", declarou.

Frei Montalva, que governou o Chile entre 1964 e 1970, era pai de Eduardo Frei, candidato da coalizão governista Concertación nas eleições presidenciais deste ano.

No primeiro turno da disputa, realizado no último domingo, ele obteve 29% dos votos e terá como adversário na votação decisiva, em janeiro, o empresário Sebastián Piñera.

 

Ansa flash
Fonte Ansa flash 17/12/2009 ás 11h

Compartilhe

Juiz chileno que investiga morte de ex-presidente é inabilitado