Judô: Brasil fica fora do pódio na disputa por equipes do Mundial da Rússia

Fonte Confederação Brasileira de Judô 01/09/2014 às 11h

Na disputa individual, o país terminou em terceiro no quadro de medalhas, atrás apenas do Japão e da França. Foram quatro medalhas, uma de ouro, uma de prata e duas de bronze

O Campeonato Mundial da Rússia, disputado na cidade de Chelyabinsk, foi encerrado no domingo (31.08), com a disputa por equipes. E o Brasil, apesar de todo o esforço, não conseguiu subir ao pódio no último dia de competições. Com isso, os brasileiros encerraram a participação na Rússia com quatro medalhas, sendo que as mulheres foram as que mais se destacaram, tendo subido ao pódio três vezes. Mayra Aguiar foi ouro na categoria 78kg, Maria Suelen Altheman ficou com a prata (+78kg) e Érika Miranda, com o bronze (52kg). No masculino, Rafael Silva ficou com o bronze (+100kg).

Na disputa por equipes, as meninas do Brasil não conseguiram repetir as boas atuações do ano passado e acabaram sendo derrotadas na estreia para a Polônia por 3 x 2. E as polonesas abriram logo dois a zero nos dois primeiros combates. Sarah Menezes fez a primeira luta contra Karolina Pienkowska e sofreu um yuko faltando 30 segundos para o fim do confronto. Rafaela Silva foi punida duas vezes no duelo com Arleta Podolak e também foi derrotada.

Coube a Mariana Silva conseguir o primeiro ponto do Brasil ao vencer Agata Ozdoba, a quem também tinha derrotado na competição individual, por um shidô. Maria Portela precisava vencer Katarzyna Klys, medalhista de bronze na competição individual, para manter o Brasil vivo na disputa. Ela conseguiu um golpe logo no começo da luta, o que rendeu uma punição para a adversária. Mas não teve como segurar a pequena vantagem e acabou sendo punida duas vezes, a última delas faltando menos de 10 segundos para o fim do tempo.

Rochele Nunes entrou no tatame para encerrar a participação brasileira com honra. Jogou Daria Pogorzelec por wazari e, num lance confuso, a arbitragem viu uma ação irregular da polonesa e a eliminou do combate, dando a vitória à brasileira, que selou o placar de 3 x 2 para a Polônia.


Na disputa por equipes, as Seleção feminina não foi bem e acabou eliminada na estreia pela Polônia. No individual, entretanto, elas responderam por três das quatro medalhas do Brasil na Rússia

No masculino, o Brasil chegou perto do pódio, mas terminou a disputa por equipes em quinto lugar, depois de ser derrotado pela Geórgia por 3 x 2 na disputa do bronze. Antes, pelo mesmo placar, a equipe havia vencido o forte time da França, perdido para a Alemanha nas quartas-de-final e vencido Cuba na repescagem. Contra Cuba e Geórgia, o Brasil teve apenas quatro atletas em ação porque Victor Penalber (81kg), que havia sentido o joelho direito na competição individual, não conseguiu lutar todo o torneio por equipes.

“Se o Victor tivesse participado, acredito que o panorama teria sido diferente porque é sempre um atleta muito forte. Mas numa decisão é possível tudo acontecer. Não esperava que o Tiago Camilo perdesse da maneira que perdeu, enfim, faz parte da competição. A disputa por equipe é uma competição difícil de apontar favoritismo”, declarou Ney Wilson, gestor técnico de alto rendimento. “A equipe da casa leva vantagem porque nenhum outro país traz 10 atletas, cinco titulares e cinco reservas. No Campeonato Mundial, atletas se lesionam e você acaba lutando desfalcado ou com o atleta fazendo sacrifício como foi o caso do Victor. Ele contribuiu muito para a gente ter chegado na disputa de terceiro. Mostrou um espírito de equipe, de superação e acho que se a medalha viesse, teria que ser uma homenagem a ele”, concluiu.

O título ficou com o Japão, a prata com a Rússia e o outro bronze com a Alemanha. No feminino, a França foi ouro, a Mongólia prata e os bronzes foram para o Japão e para a Alemanha.

“A gente ficou aquém do resultado do Brasil mas, sem dúvida nenhuma, estamos no caminho certo. Foram três medalhas e tínhamos outras possibilidades, como Sarah e Rafaela. Mas, assim como outros países, a gente tropeçou”, declarou a técnica Rosicleia Campos. “A gente não pode ficar triste, tem que ficar motivado para trabalhar porque tem muita coisa para consertar. Eu acharia muito ruim se desse tudo muito certo agora. É muito precoce. Ano que vem será outra batalha, mas a hora de brilhar é em 2016”, ressaltou.

Com as quatro medalhas conquistadas na Rússia, o Brasil galgou uma posição no quadro geral de medalhas do Mundial Individual – a Federação Internacional de Judô separa a contagem de medalhas do Individual e da disputa Por Equipes – e terminou em terceiro, atrás apenas de Japão e França. A Rússia, organizadora do Mundial, não ganhou um ouro sequer e ficou na 11ª posição. Colômbia, República Tcheca e Grécia aparecerem entre os sete primeiros da tabela.

“No Rio, no ano passado, conquistamos mais medalhas. Mas, no quadro geral, ficamos em quarto. Agora, terminamos em terceiro. Apesar de menos medalhas, evoluímos no posicionamento em função dessa distribuição muito grande de países que foram ao pódio. Foram 24 países que conseguiram ganhar medalhas. Os 14 ouros foram para 10 países diferentes”, explicou Ney Wilson. “Não vou dizer que foi bom. Mas também não posso dizer que foi ruim. Acho que tivemos um resultado regular. Para gente, era muito importante se manter entre as cinco maiores potências”, concluiu.

O Mundial de 2015 será disputado em Astana, capital do Cazaquistão. O próximo compromisso da Seleção Brasileira é o Grand Prix de Rijeka, na Croácia, de 16 a 14 de setembro.

Confederação Brasileira de Judô
Fonte Confederação Brasileira de Judô 01/09/2014 ás 11h

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