Instituto Terra reinicia plantios na Reserva de Itapina, em Colatina

Fonte Imprensa Instituto Terra 31/08/2014 às 12h
Com apoio do BNDES será possível replantar área de 38 hectares destruída por um incêndio em 2013

Agosto de 2014 -Refazer o que o fogo destruiu. Essa é a atual tarefa dos trabalhadores de campo do Instituto Terra na Reserva Ecológica de Itapina, em Colatina-ES. A Reserva sofreu um grande incêndio em agosto de 2013, quando perdeu 36,19% da cobertura vegetal que estava sendo recuperada pela ONG ambiental desde 2009.

O trabalho de refazer os plantios na área perdida com o incêndio está sendo possível a partir de novo apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Área de Mata Atlântica, a Reserva de Itapina estava em estágio avançado de degradação quando o Instituto Terra iniciou o trabalho de reflorestamento há cinco anos. Durante esse período, as ações realizadas tiveram o apoio e aporte financeiro do próprio BNDES, da Samarco e da Prefeitura Municipal de Colatina. Somando esforços no resgate da área destruída pelo fogo, a Vale destinou 100 mil mudas de espécies de Mata Atlântica, além de adubo.

Em relação ao incêndio, o laudo do Corpo de Bombeiros apontou como causa do fogo “ação pessoal”, e esse laudo foi encaminhado à Polícia Civil para as providências legais.

De acordo com o analista Ambiental do Instituto Terra, Jaeder Lopes Vieira, a recomposição florestal da Reserva de Itapina apresentou grau de complexidade extrema, devido ao avançado estágio de degradação em que se encontrava, fruto de uma exploração predatória, que causou a perda de nutrientes, da cobertura vegetal existente e marcadamente de solo.

“Além disso, existem as características próprias das áreas de Mata Atlântica, que após um incêndio, tornam ainda mais necessária a intervenção humana para reconstituir a cobertura vegetal”, explicou Vieira.



Sobre o Instituto Terra

Fundado em 1998 por Lélia Deluiz Wanick e Sebastião Salgado, o Instituto Terra é uma associação civil, sem fins lucrativos, que promove a recuperação da Mata Atlântica no Vale do Rio Doce há 15 anos. Atua através da restauração ecossistêmica, produção de mudas nativas, extensão ambiental, pesquisa científica aplicada e educação ambiental, em municípios de Minas Gerais e Espírito Santo. Sua sede se localiza na Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), área reconhecida como Reserva de Patrimônio Natural (RPPN). O Instituto Terra já contabiliza 7,5 mil hectares de Mata Atlântica em processo de recuperação no Vale do Rio Doce e a produção de mais de 4,2 milhões de mudas nativas. Com o programa Olhos D’Água, a meta é proteger todas as nascentes do Rio Doce nos próximos 30 anos. Mais informações no site www.institutoterra.org.

Imprensa Instituto Terra
Fonte Imprensa Instituto Terra 31/08/2014 ás 12h

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