Indígenas encerram diálogo com governo do Equador

Fonte ANSA. 08/01/2010 às 9h

As conversas começaram no ano passado, depois que protestos organizados pelos povos originários contra as políticas de Rafael Correa paralisaram diversas cidades do país

QUITO, 8 JAN (ANSA) - Os indígenas da zona central do Equador confirmaram ontem a ruptura do diálogo com o governo do mandatário Rafael Correa.

O novo presidente da Confederação Kichwa do Equador Ecuarunari, Delfín Tenesaca, afirmou, porém, que um novo chamado a um levante dependerá da posição das outras entidades filiadas à Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie).

Os povos originários criticam as autoridades de não terem vontade política para continuar as conversas e alcançar acordos concretos sobre as exigências feitas por eles.

Uma decisão final quanto a eventuais protestos será conhecida em 20 de janeiro, após a assembleia nacional da Conaie. "Isso tem que ser consentido", explicou o presidente da Ecuarunari, que reúne as 14 províncias da zona serrana equatoriana e representa 45% dos membros da confederação.

O governo de Rafael Correa e os movimentos sociais iniciaram, no ano passado, um processo de diálogo depois que manifestações e piquetes organizados por indígenas paralisaram várias das principais cidades do país.

No final de setembro, em um protesto contra a Lei de Águas que estava sob análise da Assembleia Nacional -- os povos originários afirmavam que o projeto poderia criar brechas para a privatização do recurso natural -- o professor Bosco Wizuma, pertencente à etnia Shuar, foi morto durante um confronto com policiais.

O caso agravou ainda mais as tensões entre as duas partes. No último sábado, Correa disse estar disposto a deixar o cargo de presidente se o assassinato de Wisuma ficar impune.

ANSA.
Fonte ANSA. 08/01/2010 ás 9h

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