ICMBio completa sete anos de proteção ao patrimônio ambiental

Fonte ICMBio 29/08/2014 às 9h
Criado para proteger a natureza e promover o desenvolvimento socioambiental brasileiro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) completou nesta quinta-feira (28) sete anos. A instituição está presente em todos os estados do Brasil e administra 313 Unidades de Conservação (UCs), o correspondente a quase 9% do território nacional.

Um dos principais desafios do Instituto é conservar a maior biodiversidade do planeta. São mais de 100 mil espécies de invertebrados e aproximadamente 8.200 espécies vertebrados (713 mamíferos, 1.826 aves, 721 répteis, 875 anfíbios, 2800 peixes continentais e 1.300 peixes marinhos), das quais 627 estão listadas como ameaçadas de extinção, sendo uma obrigação do poder público e da sociedade protegê-las.

O ICMBio foi criado a partir da redistribuição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em 28 de agosto de 2007. Diante dos desafios que envolvem as ações para proteção do meio ambiente, coube ao Instituto atribuições relacionadas às ações da política nacional de Unidades de Conservação da natureza, fomento e execução de programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e de educação ambiental. Além disso, o ICMBio também é responsável pela execução de políticas relativas ao uso sustentável dos recursos naturais renováveis, apoio ao extrativismo e às populações tradicionais.

Fazem parte das UCs administradas pelo Instituto parques nacionais, reservas extrativistas, reservas biológicas, estações ecológicas e florestas nacionais, entre outras categorias de Unidades de Conservação. A gestão dessas áreas, que são protegidas, inclui desde ações para proteção, por meio de atividades de educação ambiental, pesquisa e monitoramento, até a promoção do ecoturismo e melhoria da qualidade de vida dos povos e comunidades tradicionais que vivem nessas regiões. Porém, tais unidades não podem e nem devem ser criadas ao acaso.

Quando o Instituto Chico Mendes propõe a criação de uma nova unidade de conservação, uma longa trajetória já foi percorrida para se chegar à escolha desse espaço a ser especialmente protegido.

Recuperação de espécies

O ICMBio também é responsável por 15 Centros de Pesquisa e Conservação, que desenvolvem ações para conservação e recuperação das espécies ameaçadas de extinção. Atualmente, 627 animais estão listados como ameaçados de extinção, sendo que mais de 50% deles ocorrem nas Unidades de Conservação federais.

Para amenizar o problema, o Instituto Chico Mendes trabalha com a avaliação do risco de extinção, identificação de cenários de perda da biodiversidade, definição e implementação de planos de ação nacionais. Esses documentos são elaborados junto com outras instituições, governamentais, de pesquisa e não governamentais, e apresentam soluções para combater as ameaças que colocam em risco a fauna e os ambientes naturais brasileiros. A ideia é trabalhar para protegê-los e recuperá-los.


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Fonte ICMBio 29/08/2014 ás 9h

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