Homens ou mulheres: quem apresenta mais fatores de riscos para desenvolver a osteoporose?

Fonte MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde 31/08/2014 às 12h
Apesar de não existirem fatores de risco específicos, a deficiência hormonal, como a do estrogênio, a falta de ingestão adequada de cálcio e a inatividade física são os principais fatores que aumentam o risco de osteoporose



O gênero constitui-se num importante fator de risco para o desenvolvimento da osteoporose. Nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de adultos têm osteoporose e outros 34 milhões têm osteopenia (baixa densidade óssea), o que os coloca em risco de desenvolver a doença. De acordo com um relatório do escritório do Surgeon General's office, em 2020, metade dos americanos, acima de 50 anos, poderá estar em risco de desenvolver a doença. Por lá, 70% das pessoas com osteoporose são mulheres.

No Brasil, os dados são parecidos, com cerca de 10 milhões de pessoas com a doença, a maioria também é do sexo feminino. Por aqui, os levantamentos apontam que 20% dos brasileiros correm o risco de desenvolver osteoporose nos próximos anos.

“Quando levamos em conta apenas o gênero, os homens levam uma vantagem em relação à osteoporose: contam com uma maior densidade óssea durante boa parte da vida e perdem cálcio em um ritmo mais lento do que as mulheres, já que a menopausa é mais precoce que a andropausa. Por terem uma maior proteção dos hormônios anabólicos (estrôgenio e testosterona) por mais tempo, seu risco aparente para a doença é menor. No entanto, é preciso ser vigilante e saber que os homens mais idosos apresentam riscos reais para a osteoporose”, alerta o ortopedista Caio Gonçalves de Souza (CRM-SP 87.701), médico do Hospital das Clínicas de São Paulo.



Nas mulheres, eventos associados com deficiências de estrogênio são os principais fatores de risco para a osteoporose. Dentre estes eventos, destacam-se:

· A menopausa: cerca de cinco anos após a menopausa, o risco de fratura aumenta dramaticamente. As fraturas no punho ou na coluna são as mais prováveis de ocorrer neste período. Sua ocorrência é um indicador que a paciente está com osteoporose, independente dos resultados da densitometria óssea. Pior, estas fraturas indicam que futuramente a paciente pode sofrer uma perigosa fratura do quadril;

· A remoção cirúrgica dos ovários, o que levará a alterações hormonais;

· Nunca ter tido filhos;

· Anorexia nervosa: o peso corporal extremamente baixo pode afetar a produção de estrogênio.

“Nos homens, baixos níveis de testosterona aumentam o risco de osteoporose. Certas condições médicas (hipogonadismo) e tratamentos (câncer de próstata com privação de andrógenos) podem causar deficiências de testosterona. Porém, isto é menos frequente de ocorrer na população em geral que a menopausa, por exemplo. Daí o fato de observamos mais osteoporose em mulheres que em homens”, explica o ortopedista.

Além do gênero, a idade avançada – o envelhecimento provoca uma perda natural de massa nos ossos – e a etnia – todos os grupos étnicos são suscetíveis a desenvolver osteoporose, no entanto, caucasianos e asiáticos apresentam um risco comparativamente maior – também são fatores de risco fixos para a doença. “A história familiar pesa muito também: pessoas cujos pais apresentam um histórico de fraturas podem ser mais propensas a ter fraturas”, diz Caio G. Souza.

Fatores de risco em crianças e adolescentes

A densidade máxima óssea, alcançada um pouco depois do final do crescimento, é um fator importante para sabermos quando uma pessoa poderá desenvolver osteoporose. Pessoas, geralmente mulheres, que desenvolvem um baixo pico de massa óssea estão com um alto risco de desenvolver osteoporose precoce.

Algumas crianças apresentam maior propensão de não alcançarem um bom pico de desenvolvimento ósseo. Neste grupo encaixam-se:

· Os prematuros;

· Os que têm anorexia nervosa;

· O que apresentam puberdade tardia ou ausência anormal de períodos menstruais.

“Embora em grande parte, a genética possa auxiliar a prever a nossa saúde óssea, exercícios e boa alimentação, durante as três primeiras décadas de vida - quando o pico de massa óssea é atingido - ainda são excelentes salvaguardas contra a osteoporose e outros inúmeros problemas de saúde”, defende Caio G. Souza, que também é professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina na Uninove.

CONTATO:



Site: www.artrose.med.br

E-mail: [email protected]







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Fonte MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde 31/08/2014 ás 12h

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