Expo se inspira em grupo católico para reunir voluntários

Fonte ANSA 02/09/2014 às 20h
Feira Universal precisa de aproximadamente 10 mil voluntários.

02 Setembro, 19:55•RIMINI•ZSG

(ANSA) - A Expo Milão 2015 pretende usar uma conferência católica da cidade de Rimini como modelo para organizar o grupo de voluntários que irão participar da feira universal sobre comida - que vai acontecer de maio a outubro em Milão no ano que vem.

Os "Encontros para a Amizade dos Povos", organizados pelo grupo católico Communione e Liberazione (CL), reúnem cerca de 3 mil voluntários a cada ano. "Faltando apenas nove meses para abrir (a Expo), nós recebemos 7,7 mil currículos de 85 países por 'voluntários que falam 25 línguas'", disse o diretor da Expo, Giuseppe Sala.

O governador da Lombardia disse que a região norte do país hospedar a Expo assegura o futuro emprego dos voluntários "até mesmo depois da Expo". Sala classificou o problema em relação aos voluntários como "um assunto muito delicado, mas muito interessante". Esse comentário chamou a atenção do prefeito de Turim e presidente da Associação Nacional de Municipalidades Italianas (ANCI), Piero Fassino.

Sala disse que foi para a conferência em Rimini "primeiro para aprender, começando pela organização dos voluntários neste evento, mas também pela capacidade de promoção". Enquanto isso, a divulgação da Expo está indo bem - até agora cinco milhões de ingressos já foram vendidos e cerca de um milhão deste total foi vendido somente para a China.

Os representantes da Expo em Rimini também disseram que 20 milhões de visitações são esperadas nos seis meses e isso faz do evento uma ótima maneira de promover a Itália através do mundo, principalmente em países em emergência. Para isso o evento não pode ser ofuscado por investigações judiciais. Sala disse que nos próximos 15 dias vai ser encontrada a solução para a "Árvore da Vida", uma estrutura de madeira e aço de 35 metros de altura planejada para o pavilhão italiano, inspirado por um desenho de Michelangelo no Capitólio de Roma. Sala pediu por "clareza" assim que possível sobre a presença - ou ausência - dos Bronzes de Riace em Milão. Fassino disse que a corrupção do setor de construção da Expo não deve ofuscar a grandiosidade do evento.

"Nós não podemos ter uma investigação criminal como a única interpretação da Expo. É um grande evento e nós devemos nos assegurar que ele será apreciado e não julgado criminalmente", concluiu Fassino, que também espera por retornos significativos da feira universal para a sua cidade de Turim. (ANSA)
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Fonte ANSA 02/09/2014 ás 20h

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