Ex-atleta Bruno Souza fala da experiência como voluntário

Fonte Brasil 2016 30/08/2014 às 20h
Jogador da seleção brasileira de handebol em Atenas 2004 e Pequim 2008 atuou nos bastidores dos Jogos Olímpicos de Londres 2012

Como atleta, Bruno Souza já foi eleito o terceiro melhor jogador de handebol do mundo, em 2003, pela Federação Internacional da modalidade. Ele também vestiu a camisa da seleção brasileira em duas edições dos Jogos Olímpicos, em Atenas 2004 e Pequim 2008. Em Londres 2012, no entanto, foi quando ele teve uma experiência que poucos atletas olímpicos podem dizer que já tiveram.

Na última edição dos Jogos, Bruno, que agora atua como secretário de esportes de Niterói (RJ), foi voluntário dentro da Vila Olímpica. À época, o craque do handebol trabalhava no Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 e foi cedido para trabalhar em Londres graças a um programa de cooperação entre os comitês dos dois países.

“Foi uma experiência incrível depois de ter jogado duas Olimpíadas e voltar no ciclo seguinte. É completamente diferente. A gente brinca que os voluntários são a cara e a alma dos Jogos, mas é assim mesmo”, destacou Bruno, em entrevista feita após o lançamento do programa de voluntariado do Rio 2016, na última quinta-feira (28.08), no Rio de Janeiro.
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Segundo o ex-atleta, a possibilidade de atuar em Londres 2012 foi importante para a transição na carreira. Afinal, deixar as quadras e assumir um papel de gestor não é uma tarefa que todo atleta consegue exercer com facilidade.

“Eu estava na transição da carreira e todo mundo precisa de um choque de realidade. Muitos atletas não conseguem suprir a falta do esporte e o programa de voluntariado é uma coisa que engrandece muito. Você sair da inércia e prestar um serviço é uma coisa muito bonita. Foi muito interessante para a minha vida”, contou.
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A experiência de Bruno nos bastidores de Londres 2012 contribuiu para uma mudança de visão do atleta em relação aos Jogos. “Quando você é atleta, está prestando um serviço para milhões de pessoas que estão te assistindo. Pra mim, ter trabalhado em Londres foi passar para o outro lado. Você entende um pouco de tudo que as pessoas fazem para aquilo acontecer. Passa a dar muito mais valor e se emociona mais, porque você fez parte daquilo”, explicou o ex-jogador.
Brasil 2016
Fonte Brasil 2016 30/08/2014 ás 20h

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