Estrutura de nanossatélite terá painéis solares

Fonte Agência Espacial Brasileira / Agência Brasil 30/08/2014 às 11h
O Projeto Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (Serpens), financiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), recebeu esta semana os painéis solares que farão parte da estrutura do cubesat Serpens.

O estudante e bolsista da AEB, Gabriel Figueiró, explica que as placas solares foram fabricadas pela empresa brasileira Orbital Engenharia, especialista em tecnologia aeroespacial. Ele afirma que serão necessários outros complementos do Serpens para em conjuntos testa-los. As placas solares, assim como todas as peças, vêm com relatórios de desempenho realizados pelos fabricantes.

O nanossatélite Serpens tem ainda desenvolvidos e fabricados no País o sistema de potência e a antena deployer, esta tem um mecanismo de liberação de antenas que ficam nas laterais. Um dos objetivos do Serpens é o treinamento para as próximas missões satelitais dentro do projeto.

Vantagens

Os nanossatélites têm vantagens em relação aos satélites normais, disse Jordi Puig-Suari, uma das maiores autoridades internacionais no desenvolvimento de satélites de pequeno porte – os nanosatélites. “Antes de tudo, eles têm menor custo e, pela menor dimensão, é mais barato, fácil e rápido colocá-los em órbita. São mais fáceis de serem operados e, o mais importante: têm uma engenharia de sistema mais integrada”, acrescentou.

Apesar de pequenos, os nanossatélites têm todas as partes dos grandes satélites: antenas, comunicação por rádio, sistema de controle de energia, painel solar, estrutura (uma espécie de esqueleto do satélite), computador de bordo, sistemas de posicionamento e de propulsão. “A diferença é que todas elas estão em apenas um compartimento”, disse o engenheiro aeroespacial.

Esse tipo de satélite pode fazer de tudo, tanto para fins comerciais, como científicos e industriais. A Nasa [agência espacial dos EUA] e a agropecuária norte-americana usam bastante esse tipo de tecnologia. “E a tendência é que esse uso seja cada vez maior [nessas e em outras áreas]. Até porque as tecnologias estão cada vez menores”, explicou Puig-Suari.

Geralmente, os dispositivos do tipo são mais baratos também por não usarem equipamentos específicos para satélites, e sim aqueles que são encontrados com mais facilidade no mercado. Eles não são feitos para durar muito mais tempo do que os satélites de maior porte, mas têm melhor custo-benefício.


Agência Espacial Brasileira / Agência Brasil
Fonte Agência Espacial Brasileira / Agência Brasil 30/08/2014 ás 11h

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Estrutura de nanossatélite terá painéis solares