Especialistas em Segurança na Internet e Direito Digital oferece dicas sobre compras de Natal on-line

Fonte Idéias & Efeito Assessoria de Imprensa. 17/12/2009 às 12h

De acordo com Patricia Peck Pinheiro, especialista em Direito Digital, fundadora do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, e Wanderson Castilho, perito digital especializado em Segurança na Internet, quando o Papai Noel é virtual todo cuidado é pouco na hora de escolher o melhor site de compras. “A internet oferece preços mais atrativos do que as lojas físicas. Entretanto, o consumidor on-line deve estar atento a detalhes importantes na hora da compra. A operação deve ser eficiente dos dois lados, ou seja, tanto do comprador quanto para a loja”, alerta a especialista.

Segundo o E-Bit, especializado no estudo do e-commerce nacional, o comércio eletrônico deve crescer cerca de 30% no Natal de 2009, em comparação com o mesmo período do ano passado, o que deve representar um faturamento de R$1,63 bilhão em compras no País. Já a Federação do Comércio (Fecomercio), prevê este ano que o faturamento do varejo físico, no período em que se comemora a data natalina, deverá ser 7% maior que no mesmo período de 2008 em todo o país, ou seja, as compras devem retornar ao patamar atingido em 2007. Mesmo com a previsão de aumento no consumo, as lojas tradicionais podem não ficar muito lotadas neste fim de ano. Isso porque muitos consumidores estão preferindo fazer compras de Natal por meio da Internet. E é exatamente nesse cenário que o e-commerce se destaca e alimenta o otimismo dos lojistas virtuais.

As maiores opções de crédito disponíveis em lojas eletrônicas devem atrair mais consumidores na comparação com o varejo físico. Na média, lojas em shoppings e nas ruas permitem parcelamentos em até seis vezes, ao passo que na web esta opção é encontrada em até 12 parcelas.

Abaixo, a advogada e o perito oferecem 10 passos para se fazer uma boa compra on-line de Natal: 

1.     Pesquise sobre a loja antes de comprar na própria internet. O site www.reclameaqui.com.br, informa sobre as empresas de e-commerce que são alvo de reclamação.  

2.     Verifique se no site há endereço e telefone de contato da loja, não apenas e-mail, pois se houver um problema só o e-mail não é suficiente.

3.Prefira comprar em lojas conhecidas e que tenham mecanismos de segurança, não busque apenas o menor preço, pois há muitas lojas fantasma na internet.

4. Teste o atendimento da loja enviando um e-mail para tirar dúvidas antes de fazer a compra (se não responderem em tempo ágil imagina se fosse uma reclamação).

5. Salve as telas de navegação no site da compra, desde a que mostra o produto e preço até a conclusão do pedido e guarde por 90 dias caso precise reclamar de algo ou venha cobrança indevida no cartão.

6. Compare preços e leve a oferta mais barata para a loja de sua preferência para ver se eles cobrem a mesma.

7. Não passe dados de cartão de crédito ou conta bancária por e-mail (nem para o email de SAC da loja). O site deve informar como é feita a armazenagem de dados eletrônicos do consumidor.

8. Leia atentamente as políticas on-line publicadas no site sobre privacidade, segurança, prazo de entrega, troca de produto ou cancelamento de compra (se não tiver políticas então nem compre no site).

9.Não deixe para comprar na última hora, pois são comuns atrasos de entrega nas vésperas de Natal ou outros feriados importantes (o presente não pode chegar depois do Papai Noel).

10 O site deve apresentar características detalhadas sobre o produto desejado.

Os especialistas também oferecem dicas aos lojistas virtuais, para que eles próprios possam apresentar lojas em conformidade com todas as normas de segurança exigidas:

1.Nunca, em hipótese alguma, deixar circular pela empresas planilhas com informações sobre os clientes em planilhas de Excel ou ter um Call Center que não obedece aos padrões de segurança necessários;

2. O site precisa ter um padrão aceitável de criptografia, bem como evitar que haja uma programação que facilite ataques do tipo SQL Injection;

3.Segurança da Informação em loja virtual é uma necessidade de conformidade legal. Aplica-se tanto o Código de Defesa do Consumidor como o Código Civil. Sendo assim, as empresas de hospedagem, de banco de dados, de entregas, para formalizar a transação com cartão de crédito e financeiras devem operar em conformidade;

4.Periodicamente a loja deve fazer testes de vulnerabilidade, para medir seu grau de segurança. Mas não adianta estar seguro para fora, e dentro da loja, junto aos funcionários, ser comum um colaborador ou chefe passar a senha para outro. A senha é como a chave que abre uma porta para o patrimônio mais importante que está em dados. Estes dados, nas lojas, representam tanto operações, ou seja, seu uso indevido pode provocar uma fraude, com impactos financeiros e de reputação, como também representam o comportamento de seus clientes;

5.Toda loja virtual deve ter um termo de uso adequado, que trate inclusive de política de troca e devolução. É recomendável, ainda, o uso de um carimbo do tempo, para determinar a hora legal da operação, a exposição de um relógio de com data, hora, minuto e segundo no site, bem como uma política clara de privacidade;

6.     Os contratos de TI e Telecom, e seus respectivos Acordos de Nível de Serviço (SLAs) devem ser diferenciados para as Lojas Virtuais, já que a questão da indisponibilidade de serviços tem impacto diferente se tiver ocorrido em um dia qualquer ou às vésperas do Natal, por exemplo, quando há um pico de venda, e a loja não pode ficar fora do ar em hipótese alguma;

7  A guarda das provas eletrônicas é essencial, para isso, tenha um servidor de logs. Guardar os dados completos de acessos, inclusive números de IP, podem fazer toda diferença se houver uma demanda judicial. Deve ser feita uma Política de Gestão Documental com uma tabela de temporalidade, onde os dados que vêm do site devem ser guardados no mínimo por 12 meses. Principalmente, porque é comum haver inversão de ônus da prova em situações que envolvem consumidor final.  Segurança Técnica e Jurídica da Informação para uma Loja Virtual não é só uma questão de atender ou não as melhores práticas da ISO 27002, representa, na verdade, proteção do próprio negócio.

 

Idéias & Efeito Assessoria de Imprensa.
Fonte Idéias & Efeito Assessoria de Imprensa. 17/12/2009 ás 12h

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