Crianças visitam exposição artística em espaço da CDC

Fonte Ascom - UNICAMP 16/06/2012 às 23h
Por que as pessoas não têm olhos e boca?”. A pergunta, própria de alguém muito perspicaz, foi feita por uma das 21 crianças, com idades entre 4 e 5 anos, da creche Gustavo Marcondes, do distrito de Sousas, em Campinas, que participaram na manhã desta sexta-feira (15) das atividades de encerramento da mostra “Trajetórias das Cores”, instalada no Espaço de Arte da Coordenadoria de Desenvolvimento Cultural (CDC) da Unicamp. Além de observarem as 12 obras concebidas pelo artista plástico Jerci Maccari, elas ouviram uma história contada por ele. Depois, produziram desenhos para expressar aquilo que entenderam. A visita foi organizada pela funcionária Sandra Caro Florio.

De acordo com a coordenadora pedagógica da creche, Regina Selmini, as crianças atendidas pela unidade desenvolvem rotineiramente atividades relacionadas à educação artística. “Nós já fizemos reinterpretações de obras de pintores famosos, como Monet. Desta vez, escolhemos um artista próximo, que é o Jerci Maccari. Este tipo de visita é muito importante, pois estimula ainda mais a criatividade e a expressividade das crianças”, considerou.

Durante a visita, os meninos e meninas fizeram uma série de perguntas ao autor dos quadros, concebidos a partir da técnica óleo sobre tela. Eles quiseram saber, entre outros pontos, como ele produziu cada obra e se gostava de desenhar. “Adoro o contato com as crianças. Esta é uma oportunidade única tanto para elas, que estão iniciando a sua formação cultural e intelectual, quanto para mim, que sou desafiado pelas perguntas surpreendentes delas”, afirmou Jerci Maccari.

O questionamento sobre a ausência de olhos e bocas dos personagens, todos relacionados com a vida no campo, tema caro ao artista plástico, foi uma das saias-jutas experimentadas por Jerci Maccari. “Está é uma pergunta recorrente, mas sempre por parte dos adultos. Para eles, explico que se trata a uma referência ao homem universal, que não tem fisionomia ou documento de identidade. Mas, para as crianças, tive que elaborar outro tipo de explicação. Disse a elas que a falta de identidade era uma forma de estimulá-las a imaginar se algum dos personagens se parecia algum de seus familiares”.

Maria Eduarda Ramalho, uma das crianças mais atentas à exposição, disse que adorou a visita. “Gostei muito do moço carpindo. As cores também são muito bonitas”, declarou. Seu colega, Filipe Casagrande, também aprovou o passeio. “Eu gostei mais do moço apanhando uva”, revelou. As atividades foram encerradas com um lanche fornecido pelo Grupo Gestor de Benefícios Sociais (GGBC) da Unicamp. A exposição “Trajetórias das Cores” será transferida nos próximos dias para um espaço no Centro de Saúde da Comunidade (Cecom), onde deverá permanecer por 30 dias.

Ascom - UNICAMP
Fonte Ascom - UNICAMP 16/06/2012 ás 23h

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Crianças visitam exposição artística em espaço da CDC