Costa Rica-Eleições: Presidenciável quer relação estreita com Brasil e Estados Unidos

Fonte Ansa Flash. 05/02/2010 às 14h

O candidato à presidência da Costa Rica Ottón Solís disse que se for eleito terá uma relação estreita com o Brasil e será amigo dos Estados Unidos e do mandatário Barack Obama, o que "ajudará" na política norte-americana para a América Latina.

Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, com 19,9% da preferência dos eleitores, Solís está atrás da governista Laura Chinchilla, do Partido Libertação Nacional (PLN), com 41,9%; e do opositor Otto Guevara, do Movimento Libertário (ML), com 22,9%. O pleito ocorrerá neste domingo.

"Um dos primeiros passos como presidente da Costa Rica será enviar uma delegação a Washington para conversar sobre o futuro", declarou o postulante do Partido Ação Cidadã (PAC) em entrevista à imprensa estrangeira.

"Teremos boas relações com todo o mundo e serão excelentes com o presidente Obama, que disse não querer uma América Latina como súdita, mas como sócia", acrescentou.

Esta é a terceira vez que Solís se candidata à chefia do Executivo costa-riquenho -- em 2006 ele perdeu a corrida eleitoral para o atual mandatário, Oscar Arias, por uma diferença de menos de 20 mil votos.

Ainda sobre as relações exteriores, o presidenciável afirmou não crer que tratados de livre comércio "alcancem milagres, mas podem ser aproveitados". Além disso, informou que sua política internacional incluirá muitos contatos comerciais e culturais com o restante da América Central.

"Com a Nicarágua [que faz fronteira com a Costa Rica ao norte] (...) faremos pelo menos duas cúpulas sistemáticas por ano. Com o Brasil de [Luiz Inácio] Lula [da Silva] será uma relação muito estreita", comunicou.

Sobre a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba), da qual o país centro-americano não participa, Solís declarou que uma eventual gestão sua tentaria buscar junto ao organismo alternativas para adquirir petróleo com baixos preços, mas sem estabelecer compromissos políticos.

Isso poderia ocorrer através da Petrocaribe, braço da Alba que oferece a seus associados o hidrocarboneto venezuelano em condições favoráveis -- entre elas, pagamento de 60% da compra dois meses após o recebimento do petróleo, além de financiamento dos 40% restantes em um prazo de 20 anos e com juros de 1%.

A política externa do candidato do PAC incluiria também uma aproximação com os países asiáticos, que, segundo ele, são mercados em potencial para a Costa Rica. Já em relação à União Europeia seria necessário explicitar mais as intenções do grupo, porque até hoje a informação "não é clara". 

Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 05/02/2010 ás 14h

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