Copa do Mundo de basquete classificará campeão para Jogos Rio 2016

Fonte Comitê Rio 2016 30/08/2014 às 10h
As 24 melhores seleções masculinas de basquete do planeta entrarão em quadra na Espanha, a partir deste sábado (30), para o mais importante torneio da temporada internacional: a Copa do Mundo. Marcada para o dia 14 de setembro, a final da competição representará para o vencedor, além do título mundial, a primeira vaga do esporte nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

“A vaga olímpica é a coisa mais importante para nós. A cada dois anos, na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos, temos a oportunidade de enfrentar as melhores seleções do mundo e mostrar que seguimos no topo. Para todos nós, a expectativa é conquistar uma medalha de ouro ou será um fracasso. Não nos preparamos para menos do que isso”, diz o jogador James Harden, ala-armador dos Estados Unidos, em entrevista ao site rio2016.com.

Donos de 14 ouros olímpicos, incluindo os das duas últimas edições, e de quatro títulos mundiais, contando o do último torneio, em 2010, os Estados Unidos aparecem como principais favoritos à conquista da vaga para os Jogos Rio 2016, apesar de não contarem com suas principais estrelas como os alas Lebron James e Kevin Durant e o ala-armador Kobe Bryant.

“Temos alguns dos maiores pontuadores do mundo na equipe, mas nossa defesa está fantástica. É muito bom ver jogadores tão talentosos se dedicando tanto para o sucesso do time”, comenta Harden, que é jogador do Houston Rockets, da NBA (a liga norte-americana), e uma das estrelas da equipe ao lado do armador Derrick Rose e do pivô Anthony Davis.

Em casa, a Espanha, que conta com seis jogadores da NBA em seu elenco, incluindo o pivô Marc Gasol, os alas-pivô Pau Gasol e Serge Ibaka e os armadores Ricky Rubio e José Calderón, aposta no apoio da torcida para conquistar a vaga. Vice-líder do ranking e campeã mundial em 2006, a equipe europeia terá a força da geração liderada por Pau Gasol, de 34 anos, para recuperar o título mundial diante de seus torcedores.

“Vai ser uma competição extraordinária para o nosso país porque todos os espanhóis amam o basquete e apoiarão nossa equipe independente do que aconteça. Vamos dar o nosso máximo para que todos sintam orgulho da seleção. Nossa meta é vencer a final, independente do adversário”, garante Pau Gasol, gigante de 2,15m, que defende o Chicago Bulls, nos Estados Unidos.

Campeã olímpica em Atenas 2004, a Argentina é a terceira colocada no ranking mundial. Apesar de manter parte do grupo que conquistou o ouro há uma década, a seleção comandada pelo técnico Julio Llamas terá que superar a ausência de dois de seus principais jogadores, o ala-armador Manu Ginóbilli e o ala Carlos Delfino, cortados por lesão pouco antes da competição.

“Ginobilli e Delfino são insubstituíveis para nós. São perdas muito grandes para a nossa equipe, mas temos que pensar em fazer o nosso melhor sem eles. Os mais experientes irão tentar ajudar os jovens que vão entrar em seus lugares para que possamos encontrar um novo sistema de jogo e fazer um bom papel na Copa do Mundo”, lamenta o ala Andrés Nocioni, que é jogador do Real Madrid, da Espanha, e forma a espinha dorsal da equipe com o ala-pivô Luis Scola e o armador Pablo Prigioni.

O Brasil, por outro lado, comemora o fato de ter todos seus principais jogadores à disposição do técnico Ruben Magnano, incluindo os três pivôs que atuam na NBA: Tiago Splitter, Anderson Varejão e Nenê. Décimo colocado no ranking mundial, o País pode receber um convite da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) para disputar os Jogos Rio 2016, mas tem como intenção garantir sua vaga em um dos três torneios classificatórios: a Copa do Mundo, o Pré-Olímpico das Américas, em 2015, ou o Pré-Olímpico Mundial, em 2016.

“A Copa do Mundo será uma competição muito importante para a nossa preparação, junto com o Pré-Olímpico das Américas e os Jogos Pan-Americanos de 2015. É um torneio fortíssimo, com as melhores seleções do mundo e nosso objetivo é fazer um bom papel. Pela primeira vez nos últimos anos poderemos contar com o grupo de jogadores completo e fizemos uma grande preparação”, elogia Splitter, primeiro brasileiro campeão da NBA, na temporada passada, com o San Antonio Spurs.

Principal potência da Oceania, a Austrália, atual bicampeã continental, também sonha com uma boa participação na Copa do Mundo. Sem poder contar com dois de seus principais jogadores, o pivô Andrew Bogut e o armador Paty Mills, machucados, os “Boomers”, que ocupam o nono lugar no ranking mundial, apostam no equilíbrio da equipe para avançar na competição.

“Nossa equipe tem um bom equilíbrio de qualidade dentro e fora do garrafão. Temos muita energia, vamos jogar com força e nossa expectativa é chegar longe na Copa do Mundo”, afirma o armador Matthew Dellavedova, do Cleveland Cavaliers, da NBA, um dos destaque da equipe ao lado do também armador Dante Exum e do pivô Aron Baynes.

As 24 seleções que disputam a Copa do Mundo foram divididas em quatro chaves. No Grupo A, estão Brasil, Egito, Espanha, França, Irã e Sérvia. O B é formado por Argentina, Croácia, Filipinas, Grécia, Porto Rico e Senegal. Na chave C, estão Estados Unidos, Finlândia, Nova Zelândia, República Dominicana, Turquia e Ucrânia. Formam o Grupo D Angola, Austrália, Coreia do Sul, Eslovênia, Lituânia e México.

Doze seleções disputarão o torneio de basquetebol dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Além da Copa do Mundo, a classificação acontecerá por meio de cinco Pré-Olímpicos continentais que serão realizados em 2015 e de um Pré-olímpico mundial, agendado para 2016.


Comitê Rio 2016
Fonte Comitê Rio 2016 30/08/2014 ás 10h

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