Comentário Direto de Brasília -09-06-2016

Fonte José Woitechumas 09/06/2016 às h

O INTRINCADO JOGO POLÍTICO: O QUE PARECE SER, PODE NÃO SER!

Meus caros ouvintes, leitores e telespectadores, não vejo como mera coincidência, num momento tão conturbado,o vazamento do pedido de prisão de Renan, Jucá, Cunha e Sarney, a prisão do Japonês da Federal e a pressão sobre a Comissão Especial do Impeachment de Dilma. Será por mera coincidência que Lewandowski permitiu que a defesa de Dilma na Comissão apresente 48 testemunhas para argumentar contra o impeachment? Não é razoável tanta gente. Fora as dificuldades que o governo provisório de Temer está tendo para convencer de que há intenção de tirar o Brasil do atoleiro. No Congresso ele está se saindo bem com a aprovação das propostas que encaminhou, como do déficit orçamentário e a DRU, ambas aprovadas com ampla maioria. Se deixarem, é capaz de dar certo. O vazamento do pedido de prisão não convenceu a ninguém. Algumas questões precisam ser levantadas. Porque Renan não foi denunciado ou pedido sua prisão com Dilma no poder? Ele já tinha no mínimo 10 processos na sua conta. Enquanto servia e muito bem, interessava mantê-lo na chefia do Senado. Com o processo do impeachment prosseguindo, ele não serve mais. Tirá-lo significa colocar Jorge Vianna, coincidentemente do PT, na Presidência. Vianna e Lewandowiski podem ser a dupla perfeita para derrotar o impeachment. Com Renan e Jucá fora, são dois votos a menos. Sobre as conversas de Jucá, Renan e Sarney com Sérgio Machado, basta rever o que conversavam Dilma, Lula e José Eduardo Cardoso sobre o Petrolão, para se verificar que eram muito piores. E Janot não pediu a prisão de ninguém. Mas por que Rodrigo Janot quer a volta do PT? Porque Janot quer que Nicolao Dino - irmão de Flávio Dino, governador do Maranhão - o suceda à frente da Procuradoria-Geral da República. E a única forma de viabilizar isso é com o PT na Presidência. Dino como Procurador-Geral significa para Janot permanecer no controle da PGR, mas isto esbarra em mágoas antigas de Sarney e parceiros. Então, prenda-se Sarney! Estou só reproduzindo o que foi publicado pelo blog O Antagonista. Mais uma vez é preciso puxar pela sua memória: lembram quem xingou os federais? Quem nomeou um Ministro da Justiça que ameaçou mexer na instituição pelo simples “cheiro” de alguma ação mais rigorosa? E o documento de nomeação, enviado preventivamente antes da posse, para ser “usado” em algum momento oportuno? Cogita-se que Marcelo Odebrecht, na sua delação premiada, vai contar como o ex-ministro Márcio Thomas Bastos e o atual advogado de Dilma, quando no cargo de ministro, José Eduardo Cardozo, planejavam barrar a Operação Lava Jato. Um dos objetivos era livrar o próprio Odebrecht. Só ele está preso. E amanhã é 10 de junho. Faz um mês que a Força -Tarefa da Lava Jato pediu ao Ministro do STF, Teori Zavascki que devolva à Curitiba, os inquéritos envolvendo o ex-presidente Lula. Pelo menos cinco investigações, dentre elas, o sítio de Atibaia, o triplex do Guarujá e de recebimento de propinas de empreiteiras. Recentemente Teori enviou uma delas para a Justiça Federal de Brasília, em vez do Paraná, pois lá ele sabe que existe um Juiz Federal chamado Sérgio Moro. Portanto, neste momento é preciso ter muita cautela e aprimorar a atenção. O que parece ser, pode não ser! Direto de Brasília, José Woitechumas.  

 

José Woitechumas
Fonte José Woitechumas 09/06/2016 ás h

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Comentário Direto de Brasília -09-06-2016