Colômbia: Mesmo não habilitado para reeleição, Uribe diz que respeitará lei de campanha

Fonte Ansa Flash. 22/01/2010 às 9h

A presidência colombiana informou ontem que o mandatário Álvaro Uribe vai aderir à Lei de Garantias Eleitorais -- que equilibra a disputa entre candidatos ao Executivo -- apesar de não estar habilitado a concorrer ao pleito.

Apoiadores do atual presidente, que está na segunda gestão consecutiva, tentam aprovar na Corte Constitucional a convocação de um plebiscito que colocará em pauta uma emenda à Carta Magna, de forma a permitir uma segunda reeleição. Para isso, o processo precisaria ser concluído a tempo para as eleições presidenciais, que ocorrem em maio.

"O governo acolhe em sua integridade o conceito do procurador [-geral, Alejandro Ordoñez] através da exortação que lhe fez e portanto, a partir do próximo sábado, não serão transmitidos os conselhos comunais", afirmou o secretário de Imprensa da presidência, César Mauricio Velásquez.

Os conselhos comunais são reuniões que Uribe e seu gabinete mantêm quase todos os sábados nas regiões colombianas e que são difundidos em cadeia pública nacional.

O posicionamento é uma resposta a Ordoñez, que na semana passada concedeu parecer favorável na Corte Constitucional para a convocação do referendo sobre a emenda constitucional para a terceira reeleição.

Junto à opinião positiva -- que não precisa ser necessariamente seguida pelos juízes -- o procurador-geral pediu que Uribe respeite a Lei de Garantias.

Esta legislação foi outorgada em 2005, quando o presidente foi autorizado a se candidatar a um segundo mandato seguido, que até então era proibido pela Constituição. Em compensação, a Corte exigiu a instituição da Lei de Garantias, que permite à oposição não ficar em desvantagem quando o atual mandatário concorrer novamente ao cargo.

"É o sinal mais claro de que o presidente Uribe será candidato. A partir disso as campanhas políticas vão adquirir outro matiz", comentou o parlamentar governista Roy Barreras.

As últimas pesquisas de intenção de voto indicam que o mandatário, eleito pela primeira vez em 2002, ganhará no primeiro turno em todos os cenários hipotéticos.

A decisão da Corte Constitucional sobre a convocação do referendo é esperada para o início de março. 

Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 22/01/2010 ás 9h

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