Chile: Candidato derrotado critica uso de sua imagem para ganhar eleitorado

Fonte Ansa Flash 18/12/2009 às 9h

O candidato derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais chilenas Marco Enríquez-Ominami "proibiu" que os aspirantes ao cargo de chefe de Governo usem sua imagem para angariar votos.

Desde o pleito, realizado no último dia 13, os candidatos que concorrerem no segundo turno, o empresário Sebastián Piñera, da Coalizão para a Mudança, e o senador governista Eduardo Frei, da Concertación, tentam ganhar o eleitorado de Enríquez-Ominami, que obteve 20,12% dos votos.

O independente, no entanto, não anunciou apoio a nenhum dos postulantes e, em entrevista à rádio Bío Bío, comentou que vê "uma obsessão das equipes [de campanha, ndr.] para entrar em contato com a gente da minha equipe" para negociar votos.

Enríquez-Ominami reiterou que Piñera não é seu candidato e que as "diferenças com ele são insuperáveis".

"Não acredito nele. Tem uma maneira compulsiva de faltar com a verdade", criticou o candidato derrotado, recriminando também o governista Eduardo Frei por ser pouco transparente em seus gastos eleitorais e de ter "excluído muita gente".

Mas o independente não descartou revelar, antes do segundo turno, agendado para 17 de janeiro, em quem votará. "Vou escutar meu próprio eleitorado e vou votar por quem também o escute. Faltam quatro semanas para tomar uma decisão pessoal", comentou.

Os dois adversários na próxima etapa das eleições já iniciaram suas campanhas. Frei, que conseguiu 29,62% dos votos no primeiro turno, lançou novos slogans e cronogramas de atos públicos, enquanto Piñera, que alcançou 44,03 % da preferência do eleitorado, difundiu informes publicitários na imprensa escrita e no rádio.

Se for eleito, Piñera quebrará uma sequência de 20 anos de governos da Concertación, iniciada com a derrocada da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). Também seria a primeira vez desde 1958 que a direita sobe ao poder a partir de eleições diretas.

O vencedor das eleições chilenas assumirá o Executivo do país em março de 2011, quando termina o mandato da presidente Michelle Bachelet.
 

Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 18/12/2009 ás 9h

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