Chanceler italiano diz que governo não reconhece críticas de enviado do país ao Haiti

Fonte Agência Brasil. 25/01/2010 às 14h

O chanceler italiano, Franco Frattini, se distanciou hoje das recentes declarações do chefe da Defesa Civil da Itália, Guido Bertolaso, que nos últimos criticou as equipes de ajuda que atuam no Haiti.

Bertolaso, que está desde sexta-feira passada no país destruído pelo terremoto do dia 12, relatou que as ajudas não chegam à população, devido à falta de "vontade, capacidade de coordenação e liderança" dos envolvidos nas operações. Há "um esforço impressionante que não leva aos resultados que poderiam ser obtidos", considerou.

"O governo italiano não reconhece estas declarações", esclareceu hoje Frattini ao chegar a Washington, onde se reuniu com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

Bertolaso "fez propostas importantíssimas ao governo e ao presidente do Haiti", René Preval, porém, depois, ele "atacou os Estados Unidos e as organizações internacionais. E nós não reconhecemos estas declarações", continuou o chanceler.

Frattini declarou ainda que o governo de Silvio Berlusconi aprecia "muito" o empenho dos Estados Unidos e do "presidente [Barack] Obama nas ações de ajuda", e a Itália "continuará fazendo a sua parte na coordenação das operações da Defesa Civil e das instituições ligadas ao seu Ministério das Relações Exteriores".

Já a secretária de Estado norte-americana apontou que as considerações do chefe da Defesa Civil da Itália soam como "aquelas polêmicas que são feitas nas manhãs de segunda-feira sobre os jogos" de domingo.

Em coletiva de imprensa, Hillary disse ter abordado esse tema com seu homólogo italiano e ressaltou que "há um grande empenho internacional para levar ajudas ao Haiti".

"A necessidade de ajudar o Haiti é compartilhada por todos e apreciamos muito a contribuição da Itália e de seus colegas", completou Hillary, que enfatizou que as "ajudas têm sido eficazes".

Até o momento, o governo haitiano confirmou as mortes de mais de 110 mil pessoas. A tragédia deixou ainda 194 mil feridos e calcula-se que mais de 200 mil estejam desabrigados.

Após a reunião, Hillary viajou a Montreal, no Canadá, para participar de um encontro da comunidade internacional, com o objetivo de analisar projetos para a reconstrução do país caribenho.

Agência Brasil.
Fonte Agência Brasil. 25/01/2010 ás 14h

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