Brasileira que disse ter sofrido ataque neonazista na Suíça é condenada a pagar despesas judiciais

Fonte Agência Brasil. 16/12/2009 às 17h

A advogada brasileira Paula Oliveira, que afirmou ter sido vítima de um ataque neonazista na Suíça, em feveiro deste ano, foi considerada culpada por enganar a Justiça do país europeu. Ela foi condenada a pagar por despesas judiciais que somam 2,5 mil francos suíços (R$ 4,2 mil) e pelos custos das investigações, cujo total não foi divulgado. As informações são da BBC Brasil.

Apenas os custos da perícia psiquiátrica a que ela foi submetida durante as investigações foram estimados pela imprensa suíça em 20 mil francos suíços (aproximadamente R$ 33,7 mil). A brasileira também foi condenada a pagar uma multa condicional de 10,8 mil francos suíços (cerca de R$ 18,2 mil). A promotoria havia exigido uma multa de 12,6 mil francos suíços (cerca de R$ 21,3 mil).

O caso Paula Oliveira criou uma tensão diplomática entre o Brasil e a Suíça em fevereiro, quando a advogada de 26 anos, que vivia legalmente na Suíça, disse à polícia de Zurique que havia sido vítima de um ataque xenófobo.

A brasileira, primeiramente, afirmou que estava grávida e que havia perdido gêmeos quando os agressores marcaram, à faca, as iniciais de um partido suíço de extrema direita no corpo dela. O caso, entretanto, mudou de direção quando Paula confessou a automutilação, embora tenha mudado novamente a versão dos fatos durante o julgamento de hoje (16).

Com o fim do julgamento, a advogada vai receber seu passaporte de volta e poderá voltar ao Brasil. Mas, durante o julgamento, ela manifestou que deseja continuar na Suíça.

O advogado de Paula, Roger Müller, em seu discurso de defesa, afirmou que a brasileira não sabe exatamente o que aconteceu naquele dia. Ele disse também que ela viveu o caso em sua cabeça e que, por isso, não teria tentado enganar as autoridades conscientemente. Müller argumentou que os problemas psicológicos de Paula levaram a que ela acreditasse ter realmente sido vítima de um ataque.

Já a procuradoria argumentou que a advogada forjou o ataque de forma premeditada, como uma saída para uma mentira que inventou, contando para o namorado e para a família e amigos que estava grávida.

 

 

Agência Brasil.
Fonte Agência Brasil. 16/12/2009 ás 17h

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