Brasil Sem Miséria: estados e DF apresentam programas de transferência de renda

Fonte Ascom/MDS 06/06/2012 às 18h
Um dos eixos do Plano Brasil Sem Miséria é garantir renda às famílias em situação de vulnerabilidade social. Distrito Federal, Rondônia e Rio de Janeiro apresentaram suas experiências de transferência de renda, na manhã desta terça-feira (5), durante o Seminário Nacional Pactuação Federativa no Brasil Sem Miséria, na capital fluminense.

As três unidades da federação fazem complementação de renda para os beneficiários do Bolsa Família. No Rio de Janeiro e no Distrito Federal, a linha de pobreza adotada é superior à do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) - R$ 70 per capita para caracterizar uma família em situação de extrema pobreza. No DF e no estado do Rio de Janeiro, esse valor sobe para R$ 100 por pessoa por mês.

“Isso se dá pelo fato de a extrema pobreza ser predominantemente urbana nesses locais”, diz a superintendente do Programa Renda Melhor do Estado do Rio de Janeiro, Ana Vieira. O custo de vida, acrescentou ela, é mais caro no RJ e DF.

Além da preocupação com a população urbana e rural, Rondônia tem uma política de complementação de renda específica para os povos e comunidades tradicionais. Segundo a secretária estadual de Assistência Social, Cláudia Moura, o Bolsa Guaporé tem como objetivo beneficiar 880 famílias extrativistas, 2 mil quilombolas e 1.120 ribeirinhas até o 2014. A transferência de renda é feita a cada três meses, no valor de R$ 300, com a contrapartida da preservação do ecossistema local.

Relato – Em um relato emocionado sobre o momento atual da agenda social do país, o secretário de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF, Daniel Seidel, destacou a importância da participação da população “historicamente” marginalizada na construção das políticas públicas. “Estamos presenciando o momento de rompimento com a cultura do patrimonialismo, do machismo, do clientelismo e o do patriarcado que, por anos, prejudicaram o desenvolvimento do país.”

Para o secretário nacional de Renda de Cidadania do MDS, Luís Henrique Paiva, coordenador do debate, “a melhor maneira de combater a extrema pobreza é investir nas crianças” Segundo ele, estudos mostram que é maior o impacto da extrema pobreza na faixa de 0 a 6 anos.

Ainda nesta terça-feira, serão promovidas mais duas mesas sobre os temas inclusão produtiva urbana e rural e acesso a serviços. O evento é organizado pelo MDS e pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro.

Ascom/MDS
Fonte Ascom/MDS 06/06/2012 ás 18h

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