Brasil está embalado para Jogos Equestres Mundiais na França

Fonte Brasil 2016 25/08/2014 às 10h
Celebrados a cada quatro anos, sempre dois antes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, os Jogos Equestres Mundiais são considerados a Copa do Mundo do hipismo. Realizado neste ano na região francesa da Normandia, o torneio contará com mil competidores e mil cavalos, de 76 países.

Eles irão disputar 27 medalhas, em oito modalidades: salto, adestramento, concurso completo de equitação (CCE), rédeas, enduro, volteio, atrelagem e paraequestre. A cerimônia de abertura aconteceu no sábado (23), as provas começam a ser disputadas a partir desta segunda-feira (25) e prosseguem até o dia 7 de setembro.

O Brasil levou 35 atletas para a competição, entre eles Rodrigo Pessoa, campeão olímpico em Atenas 2004 e dono de outros dois bronzes nos Jogos. Esta é a primeira vez que o País envia equipe em sete das modalidades. “O Brasil tem muitas chances de conquista de medalha. Houve uma preparação muito grande para esta competição e os conjuntos convocados estão preparados para o nível de disputa que iremos enfrentar. A expectativa é das melhores”, afirma Marlon Zanotelli, cavaleiro que competirá nas provas de Salto.

Para este Mundial, o objetivo da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) é conquistar medalhas em algumas categorias e também melhorar o ranking em outras. “Temos boas expectativas em relação ao CCE, pois a equipe tem se preparado muito bem. Contratamos um super técnico (Mark Todd, neozelandês e seis vezes medalhista olímpico) e ele tem feito um trabalho muito bom, trazendo boas classificações nos últimos eventos internacionais”, ressalta Luiz Roberto Giugni, presidente da CBH. “O salto é sempre a equipe favorita, pois em todos os mundiais é uma modalidade em que conseguimos os melhores resultados. Mas temos chances de medalhas também em rédeas, no enduro e no paraequestre”, avalia.

O hipismo, modalidade que já deu ao Brasil três medalhas em Jogos Olímpicos — um ouro e dois bronzes — tem apresentado boa evolução nos últimos anos. Não somente com a contratação de Mark Todd, mas com os incentivos financeiros recebidos pela CBH, que podem gerar bons resultados no Mundial na França, no Pan-Americano de Toronto 2015, além de medalhas nos Jogos do Rio 2016.

“Temos conseguido nos últimos anos um grande aporte da Lei do Incentivo ao Esporte. Pela primeira vez, estamos chegando muito bem organizados na parte estrutural. Este é um preparo de qualificação para os nossos atletas e será muito positivo para 2016. A organização está muito melhor por termos esse apoio financeiro. Sinto uma evolução significativa no hipismo por conta da proximidade com o Ministério do Esporte”, afirma Luiz Roberto Giugni.

Para Marlon Zanotelli, a evolução brasileira atingiu um bom nível de reconhecimento mundial e isso será mostrado durante a competição na Normandia. “Caminhamos a passos largos. O Brasil é um celeiro de grandes talentos. Nós somos uma referência internacional no esporte. As nossas conquistas nos colocam como uma das grandes forças do hipismo no mundo. Tivemos um período final de treinamento que foi muito importante para uma avaliação final da comissão técnica para a definição da equipe. Depois do Mundial, reiniciamos a caminhada para Rio 2016”, explica o cavaleiro.

Foco nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

O Mundial distribuirá vagas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016, levando em conta que as modalidades disputadas no Rio de Janeiro serão somente adestramento, CCE e salto. Por ser o país sede, o Brasil já está classificado. Mas a CBH pretende melhorar a posição do País no ranking mundial para garantir mais vagas e possíveis medalhas nos Jogos no Brasil.

“Existe um trabalho, também com apoio do Ministério do Esporte, com as categorias de base pensando em potenciais grandes cavaleiros para os Jogos de 2016 e 2020. Temos ganhado em diversas competições internacionais, inclusive contra equipes boas, como as canadenses e norte-americanas. Queremos formar bons atletas e bons cidadãos. Agora podemos trabalhar a parte técnica, física e psicológica, para que sempre entendam que estão representando o Brasil”, afirma Luiz Roberto Giugni.

Um dos exemplos de potenciais lembrados pelo dirigente é a cavaleira Bianca Rodrigues, prata nos Jogos Mundiais da Juventude de Nanquim 2014. “A Bianca é uma atleta da categoria de base que recebeu suporte e foi para campeonatos internacionais. As provas exigem habilidades e ela é um grande exemplo. Trata-se de uma atleta que mostra resultado. É um mérito dela, da família e do suporte que temos recebido.”

“Nas categorias principais, temos apoio financeiro para os cinco principais cavaleiros do ranking internacional para que, com esse recurso, a vida deles, principalmente fora do País, seja melhor. A nossa organização e mais os recursos financeiros a partir deste ano até 2016 são importantes e farão com que enxerguemos um mundo diferente no hipismo, com grandes cavaleiros de base e cavalos nacionais que estão sendo preparados para os Jogos de 2016”, completa o presidente da CBH.

Os locais de competição
A Normandia, região a noroeste da França, é o palco da competição mundial. A organização espera receber 500 mil visitantes e para garantir que todos conheçam bem a região e que haja um estímulo no turismo, o torneio foi espalhado por municípios, que receberão as oito modalidades de disputa.

Caen
A região de Caen será o coração dos Jogos Equestres Mundiais 2014. É lá que fica o palco da cerimônia de abertura do evento, realizada no sábado (23): o estádio Michel D’Ornano. Ele receberá também as disputas de salto, que começam com o aquecimento em 1º de setembro e seguem até o último dia de competição, em 7 de setembro. Será também a sede das disputas de adestramento, que começam já nesta segunda-feira (25), com as competições por equipes. Na CCE, os saltos também serão disputados no D’Ornano.


Brasil 2016
Fonte Brasil 2016 25/08/2014 ás 10h

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