Brasil e UE buscam mecanismos para ampliar oportunidades de cooperação

Fonte Assessoria de Comunicação Social do CNPq 07/06/2012 às 20h

Brasil e UE buscam mecanismos para ampliar oportunidades de cooperação

Dirigentes e representantes de várias instituições de pesquisa e de entidades de fomento do Brasil e do exterior debateram na quarta-feira (6) no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) formas e mecanismos de incrementar as oportunidades de acesso de pesquisadores e instituições europeias aos programas de pesquisas brasileiros.

Os debates ocorreram dentro do 2º Workshop do Aporta no Brasil - Apoio da União Européia a Programas de Pesquisa do Brasil -, que aborda as Oportunidades de Cooperação Brasil-União Europeia em Ciência, Tecnologia e Inovação, com foco especial em temáticas de interesse mútuo tais como alimentos, agricultura, biotecnologia e Ciências da Saúde.

O evento, aberto pelo presidente do CNPq, Glaucius Oliva, analisou aspectos diversos que envolvem acordos e programas já desenvolvidos em conjunto, bem como formas, modelos e mecanismos que permitam ampliar as oportunidades de acesso de pesquisadores e instituições europeias aos programas de pesquisa brasileiros. Nesse contexto, foram abordadas as condições e regras para participação da UE em programas nacionais, assim como os benefícios mútuos da intensificação do intercâmbio de cientistas e da cooperação internacional em projetos de inovação.

Oliva frisou que a ciência e a tecnologia do Brasil encontra-se hoje em posição de destaque e de reconhecimento perante a comunidade científica do mundo e, portanto, atravessando um momento singular para aumentar suas parcerias, inclusive no campo da formação de recursos humanos. "A ciência brasileira é muito nova, com pouco mais de meio século de aceleração, mas já acumulou um volume de conhecimento significativo que busca compartilhar com outras nações", disse o presidente.

Contribuição ¿ Representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marylin Peixoto, apresentou um resumo dos acordos e programas já existentes na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), destacando que tanto o Brasil quanto a União Europeia têm se beneficiado em muito com o aprendizado resultado da montagem e da elaboração do edital conjunto já lançado para o setor.

Em sua visão, a cooperação já existente envolvendo TIC tem trazido muitos benefícios e largo aprendizado para pesquisadores e gestores brasileiros e europeus, "portanto, o momento é ótimo para a abertura de mais oportunidades e diversificar as áreas de interesse", frisou Marylin.

O representante da Comissão Europeia, Angel Landabaso Alvarez, disse que Brasil e EU já implementaram muitas ações nas áreas científicas e tecnológicas, "mas ainda há um vasto campo a ser explorado", destacou. Todavia, ele acredita existirem ainda várias questões que precisam ser discutidas, assim como ajustadas. Citou como exemplo os diversos entraves interpostos pela Lei 8666 no Brasil e outras condicionantes abrigadas na legislação de outros países que, muitas vezes, acabam por emperrar a expansão de meios cooperativos.

O reconhecimento de títulos obtidos por pesquisadores fora de seus países, bem como diferentes questões envolvendo propriedade intelectual e até culturais também foram apontadas por Alvarez como tópicos que precisam ser mais debatidos, para que haja a ampliação das oportunidades de cooperação.

A representante do MCTI informou que o ministério vai instituir um grupo de trabalho para estudar instrumentos e mecanismos de atração de empresas, inclusive as de médio porte, para os programas de cooperação para ciência, tecnologia e inovação. Segundo Marylin, a expansão das oportunidades também visa à melhoria de vida das populações e não apenas o mercado.

Assessoria de Comunicação Social do CNPq
Fonte Assessoria de Comunicação Social do CNPq 07/06/2012 ás 20h

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