Brasil e Paraguai retomam diálogo sobre revisão do Tratado de Itaipu

Fonte Agência Brasil. 02/02/2010 às 9h

O recém-designado diretor-geral paraguaio da usina binacional de Itaipu, Gustavo Codas, participou hoje de uma reunião com representantes da diplomacia brasileira para avaliar "os resultados parciais" do acordo assinado em 25 de julho de 2009.

O compromisso firmado em meados do ano passado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo triplica os valores pagos pelo Brasil ao Paraguai pelo excedente de energia gerada na hidrelétrica que é comprado. A medida, que para entrar em vigor deve ainda ser aprovada pelo Congresso do Brasil, aumenta a US$ 360 milhões a cota paga por ano pelo país.

Além de Codas, a reunião de hoje contou com a presença do ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Héctor Lacognata, além do secretário-geral da Chancelaria brasileira, Antonio Patriota, e do subsecretário-geral para assuntos da América do Sul, Antonio Simões.

"Entre os temas firmados, os presidentes pediram que a forma de aplicação fosse discutida", explicou ele, enfatizando que um dos pontos principais é como se dará a venda da energia ao Estado brasileiro. "Há várias propostas, e vamos continuar estudando para acordar uma metodologia", complementou.

O diretor de Itaipu afirmou ainda que irá amanhã ao Congresso Nacional de seu país para discutir a criação de um fundo de desenvolvimento estratégico com os recursos que o Paraguai começará a receber do Brasil.

A revisão do Tratado de Itaipu foi uma das promessas de campanha de Lugo, que chegou ao poder em agosto de 2008. Pelos termos originais do acordo, que é de 1973, Brasil e Paraguai dividem em metades iguais a energia gerada na usina.

O Paraguai, porém, consome apenas 5% da cota a que tem direito, e é obrigado a repassar o restante ao país vizinho, e por preços pré-fixados.

Já o secretário-geral do Itamaraty falou sobre o clima no Legislativo brasileiro quanto à proposta de alterar o tratado, ressaltando que, como em qualquer democracia, existem opiniões diferentes.

"Mas creio que há um sentimento amplamente disseminado na sociedade brasileira de que nosso futuro está associado aos países vizinhos", disse.
 

Agência Brasil.
Fonte Agência Brasil. 02/02/2010 ás 9h

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