Bia Haddad comemora Dia do Tenista com final em Roland Garros

Fonte Ascom – Ministério do Esporte 08/06/2012 às 22h

Bia Haddad comemora Dia do Tenista com final em Roland Garros

O mês de junho está recheado de datas comemorativas paras os atletas e amantes do tênis. Esta sexta-feira (08.06) é marcada pela conquista do primeiro título de Gustavo Kuerten em Roland Garros, em 1997. Quinze anos depois, a jovem promessa do tênis brasileiro Bia Haddad disputará as finais por duplas no torneio júnior em Paris. Às vésperas do Dia do Tenista, que será comemorado no próximo sábado (09.06), a jogadora conta como concilia o esporte e os estudos e quais seus próximos objetivos como atleta.

Bia Haddad pode ser considerada uma atleta precoce. Começou a jogar tênis aos seis anos de idade por influência da mãe e da tia, que davam aulas da modalidade. Aos 10, já disputava torneios na categoria 12 anos e, aos 11, participou de seu primeiro evento internacional, um Campeonato Sul-Americano, atuando na categoria 14 anos. Atualmente, aos 16, a atleta já acumula uma quantidade de títulos de gente grande: é campeã do Future de Goiânia 2011, de Ribeirão Preto 2012, vice-campeã do Future de São Paulo, vice-campeã da Copa Gerdau e semifinalista do torneio júnior de duplas em Wimbledon 2011. E no que depender da dedicação de Bia ao esporte, a lista deve aumentar. “Meu objetivo é ser a melhor do mundo, ganhar algum Grand Slam, e representar o Brasil na Fed Cup e nos Jogos Olímpicos. Mas, claro, sempre focada, fazendo as coisas certas e com humildade em primeiro lugar”, afirma a atleta, que tem os tenistas Roger Federer e Petra Kvitova como seus ídolos.

Para alcançar esses objetivos, Bia se dedica a uma rotina intensa de treinos, sempre conciliada com o período de estudos. “Vou às aulas de manhã e treino pela tarde. Quando viajo em torneios, faço as provas da escola assim que retorno”, conta. Sobre ser considerada uma promessa para o Brasil nos Jogos de 2016, a atleta afirma que este é um objetivo em longo prazo e que, para alcançá-lo, continuará se dedicando diariamente. “Quero continuar trabalhando muito duro no meu dia a dia, focada, e com os pés no chão, porque sei que ainda faltam quatro anos.”

A brasileira segue agora para a disputa da final no torneio de dupla em Roland Garros. Nesta tarde, ela e a parceira paraguaia Montserrat González superaram as favoritas ao título, a canadense Eugenie Bouchard e a norte-americana Taylor Townsend nas semifinais.

E, para aqueles que pretendem seguir os passos da jovem atleta, Bia deixa a dica: “Tem que ter vontade de vencer e de ser feliz com o que está fazendo, não importa o esporte. Tem que fazer tudo sempre com dedicação e se entregando 100%.”

Histórico
Depois de 64 anos fora dos Jogos Olímpicos, o tênis retornou ao calendário de modalidades participantes nos Jogos de Seul, em 1988. Naquela edição, o Brasil foi representado por três atletas. Apesar da eliminação logo nas primeiras rodadas, a delegação brasileira não decepcionou: o tenista Luiz Mattar, então com 25 anos, travou uma disputa de mais de três horas com o australiano Wally Masur, que acabou levando a melhor sobre o brasileiro, por 3 sets a 2. No feminino, a paranaense Gisele Miró passou por Helen Kelesi, do Canadá, logo em sua estreia, mas perdeu na segunda rodada para a búlgara Katerina Maleeva.

A primeira aparição de destaque dos brasileiros na modalidade inspiraria outros atletas que, nos anos seguintes, levariam o nome do Brasil para os saibros e quadras de todo o mundo.

Em 1996, nas Olimpíadas de Atlanta, Fernando Meligeni, apelidado de Fininho, chegou às semifinais da competição e, apesar de não conseguir subir ao pódio – perdeu o bronze para o indiano Leander Paes –, fez história no esporte nacional, tornando-se o melhor brasileiro em Jogos Olímpicos.

Em 1997, Guga beija a primeira de três taças que ganharia em Roland Garros. O atleta também venceu o torneio em 2000 e em 2001.

Quatro anos depois foi a vez do mané da ilha Gustavo Kuerten gravar seu nome na história do tênis, chegando como um dos favoritos na disputa pelo ouro olímpico em Sydney. A medalha na Austrália não veio, mas no mesmo ano o atleta conquistaria o troféu de Roland Garros, o RCA de Indianápolis e a Master Cup de Lisboa.

Em Atenas 2004, o Brasil levou Gustavo Kuerten, André Sá e Flávio Saretta e, em 2008, em Pequim, na China, teve Marcos Daniel, Thomaz Bellucci, André Sá e Marcelo Melo como representantes. Para este ano, o país ainda não tem delegação, mas conta com Thomaz Belucci e a dupla Bruno Soares e Marcelo Melo com chances de se classificarem na próxima segunda-feira (11.06), quando serão fechadas as vagas pelo ranking mundial.

Atualmente, o programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte, contempla 29 tenistas, com um investimento mensal de R$ 35.755,00. Entre os beneficiados estão nomes olímpicos como Thomaz Belucci, Marcelo Melo e André Sá.


Ascom – Ministério do Esporte
Fonte Ascom – Ministério do Esporte 08/06/2012 ás 22h

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