Atletas olímpicos contam histórias vividas com voluntários

Fonte Brasil 2016 30/08/2014 às 11h
Juntos, Daiane dos Santos, Sandra Pires e Clodoaldo Silva somam nove participações em Jogos Olímpicos e Paralímpicos, entre Atlanta 1996 e Londres 2012. Com vasta experiência no evento, os três foram escolhidos para participar do lançamento do programa de voluntariado do Comitê Organizador Rio 2016 para os Jogos no Brasil.

Nesta quinta-feira (28), eles estiveram na sede do comitê para falar da importância dos voluntários para a realização dos Jogos e contar um pouco das histórias que viveram no evento esportivo. Segundo eles, não faltam relatos de momentos marcantes vividos ao lado dos voluntários.

Herói da natação paraolímpica, Clodoaldo Silva fez a plateia dar muitas risadas ao compartilhar algumas de suas histórias ao longo dos Jogos. O nadador estreou em Sydney 2000 e esteve na última edição, em Londres 2012. Neste meio tempo, foram seis medalhas de ouro, cinco de prata e três de bronze.

“São 14 anos de muitas histórias”, contou o atleta ao Brasil 2016. “Uma das que mais me emocionou foi em Londres. Conheci um voluntário que estava assistindo aos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 em casa, ao lado do pai, e prometeu que participaria em 2012. O pai falou que ele estava muito velho pra isso, então ele disse que não seria como atleta, e sim como voluntário. Ele estava bem emocionado e disse que não tinha participado dos Jogos Olímpicos, mas estava nos Jogos Paraolímpicos, que ele não conhecia, e vendo pessoas com deficiências de todos os graus sempre alegres e sorrindo. É uma história que marcou muito, porque é um cara que traçou um objetivo em 2008 e estava ali em 2012.”

Já para Daiane dos Santos, a história mais marcante foi na China, nos Jogos de Pequim 2008. “Tinha uma voluntária chinesa que tentava explicar tudo para a gente. Como se comunicar com as pessoas, como agradecer, como a gente tinha que se portar... Temos muito carinho pelos voluntários. É aquela pessoa que te deseja sorte, diz que você vai ganhar uma medalha. Eles sempre fazem parte com um olhar, um toque, uma vibração ou um choro quando as coisas não acontecem como deveria”, contou Daiane, presente também em Atenas 2004.

Primeira mulher a conquistar o título de campeã olímpica pelo Brasil, em Atlanta 1996, Sandra Pires acabou fazendo amizade com uma brasileira durante os Jogos de Sydney 2000, onde conquistou sua segunda medalha, desta vez de bronze. “A Carla ajudou bastante e se tornou uma amiga. É uma pessoa bem sucedida, mas que estava ali porque ama o esporte. Aquilo estreitou nossos laços, é um momento de estresse para o jogador e o voluntário ajuda, está sempre guiando e fazendo o que for preciso”, lembrou Sandra. “Quando ela vem ao Brasil, me liga. Foi fantástico.”


Brasil 2016
Fonte Brasil 2016 30/08/2014 ás 11h

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