Argentina repudia declarações de enviado dos EUA sobre ´ insegurança jurídia´

Fonte Ansa Flash 18/12/2009 às 10h

Os comentários do subsecretário de Estado norte-americano, Arturo Valenzuela, sobre a "insegurança jurídica" na Argentina foram duramente criticados pelo governo desse país, que os considerou "infelizes" e minimizou a representatividade do diplomata.

Na última quarta-feira, em visita a Buenos Aires, Valenzuela advertiu que a nação argentina poderia perder investimentos devido à falta de segurança jurídica. Segundo ele, em 1996 "havia muito entusiasmo e intenções de investimentos", enquanto hoje há "uma preocupação" e, "a menos que haja algumas mudanças, os investimentos esperados podem não se realizar".

"As declarações de Valenzuela foram pouco felizes e mais infeliz foi a menção do período da presidente de [Carlos] Menem, de 1996, como um período de grande auge", declarou o chanceler Jorge Taiana, ao falar sobre o tema à rede Telesur.

Segundo Taiana, o ano citado pelo enviado norte-americano "foi justamente o momento em que a Argentina se dirigia como um trem sem freio à maior crise de sua história".

O chefe de gabinete do governo, Aníbal Fernández, reiterou, por sua vez, que "não há insegurança jurídica na Argentina" e considerou que "os Estados Unidos não são este senhor, por mais importante que [ele] seja".

Também o ex-presidente Néstor Kirchner e marido da atual mandatária, Cristina, lamentou tais declarações, proferidas por "alguém que deveria vir com uma política distinta para toda a América Latina".

Kirchner enfatizou ainda que Valenzuela faz parte do "modelo neoliberal que causou tanto prejuízo em toda a região".

No domingo, Valenzuela iniciou no Brasil a sua primeira viagem à América do Sul desde que assumiu o cargo, em novembro passado. Depois de Argentina, ele foi ao Uruguai, e hoje visita o Paraguai. O representante de Barack Obama será recebido esta tarde pelo presidente paraguaio, Fernando Lugo.

Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 18/12/2009 ás 10h

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