Anexação de território vira polêmica em Israel

Fonte ANSA 02/09/2014 às 20h

Premier israelense decretou incorporação de 400 hectares

02 Setembro, 10:54•SÃO PAULO•ZGT

(ANSA) - O decreto que anexou cerca de 400 hectares da Cisjordânia ao território de Israel no domingo (31) causou revolta não somente entre os palestinos, mas também entre os próprios ministros israelenses contrários à decisão do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.



Segundo a agência da RFI, o ministro das Finanças, Yair Lapid, disse que a anexação é um "roubo". Ontem (01), a ministra da Justiça, Tzipi Livip, também havia criticado a decisão por considerar que a medida trará mais instabilidade à região.



Ainda de acordo com a RFI, a medida israelense pode fazer com que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, dissolva a ANP e transfira a responsabilidade de gerir a Cisjordânia para a Israel - que teria que oferecer serviços básicos a 2,5 milhões de palestinos.



A anexação do território está ligada ao fato da região ser o local exato do assassinato dos três jovens judeus mortos em junho, supostamente, pelo Hamas. A morte dos três causou o último conflito entre o grupo extremista e o Exército israelense, que provocou mais de duas mil mortes.



O território fica entre Jerusalém e o assentamento Gush Etzion. Na região, vivem 500 mil israelenses e 2,4 milhões de palestinos e a área foi conquistada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Para a ONG israelense 'Paz Agora', a medida é a maior anexação de território dos últimos 30 anos e ocupará cinco vilas palestinas.



ONU, EUA e GB criticam a medida



O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, criticou a medida israelense e pediu que o país "respeite seus compromissos internacionais" e "reveja sua decisão".



Aliados tradicionais de Israel criticaram a medida. Para os Estados Unidos, a anexação é "contraproducente" para os esforços que trariam paz à região. Já o secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Philip Hammond, afirmou que a atitude é "deplorável" e "uma decisão insensata". Ele ainda disse que a atitude causará "um estrago sério para Israel na comunidade internacional". (ANSA)
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Fonte ANSA 02/09/2014 ás 20h

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