Agricultores familiares de município paulista fazem sucesso com apoio do MDS

Fonte Ascom/MDS 09/06/2012 às 21h

Agricultores familiares de município paulista fazem sucesso com apoio do MDS

Brasília – O resgate da área rural de Itanhaém, município no litoral paulista, é uma realidade. Os produtores não dependem mais dos atravessadores para comercializar; a produção fica na cidade, abastecendo a população, as escolas e a rede socioassistencial; as famílias conseguiram se erguer e investem na diversidade da produção.
Na cidade turística, antes conhecida pela produção de banana e pescado, pode-se ver a diversidade na área rural: frutas, legumes, palmito, couve, batata-doce. Segundo a gestora municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Luciana Melo, os programas do governo federal, em parceria com o município, têm incentivado os produtores. “O primeiro ganho foi investir na diversidade da produção; o segundo, deixar de ser invisível, passando a integrar a comunidade local; e o terceiro, financeiro, com o retorno pelo trabalho e a aquisição de bens.”
Os agricultores familiares em Itanhaém vendem para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Entregam cerca de sete toneladas de produtos ao Banco de Alimentos e vendem nas feiras populares montadas no pátio do estacionamento da prefeitura nos fins de semana e feriados, nas barracas de praia e em bairros afastados do centro.
Todas essas ações contam com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes, gestora dos programas, e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que faz a gestão compartilhada do programa de feiras populares. “Esses projetos do MDS têm um diferencial bacana por não só ajudar, mas dar dignidade, pois proporciona uma contrapartida produtiva”, defende a gestora municipal.
Itanhaém conta com três segmentos produtivos: agricultura, pesca e processados. São 180 pequenos produtores nos programas. Para a implantação das feiras, o MDS investiu R$ 218,1 mil e a prefeitura deu a contrapartida de R$ 19,8 mil.
Fernando de Souza Rodrigues participa de todos os programas. Ele é pescador e fornece para o PAA, comercializando o excedente na barraca da praia. “Antes não tinha lugar para manipular o peixe. Agora trabalho com bota, luva, jaleco, boné, touca, e ainda tenho caixas para armazenamento, balança e água.” Todo esse material e essa estrutura fazem parte do programa de feiras populares.
A professora de Educação Artística Kátia Akemi Unten deixou a escola para se tornar agricultora. Planta principalmente banana e palmito pupunha. Entrega a produção, geralmente às segundas-feiras, no Banco de Alimentos. Esses alimentos fazem parte das refeições de instituições socioassistenciais e da alimentação escolar por meio do PAA e do Pnae. O excedente, ela comercializa na feira popular, onde também vende pastel de palmito, bolo de banana, vinagrete de palmito, doces de frutas e uma novidade: bolo de coquinho de palmito pupunha.
Vinda de uma família de agricultores, a ex-professora admite que sempre gostou da profissão dos pais, mas em um determinado período pensou em desistir. “Chegou um momento em que quase voltei a dar aulas. Investi no palmito e o dinheiro acabou. Desde março de 2011, com a feira, começou a entrar dinheiro para me sustentar.” Entre 70% e 80% do ganho dela vêm dos programas do governo. “Chego a comercializar R$ 2 mil em dia de feira.”
MDS – “Fomentar a produção agrícola é a meta das ações do MDS”, afirma o diretor da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), João Tadeu Pereira. O governo federal apoia a produção, o beneficiamento e a comercialização da produção.
O público beneficiário são pobres e extremamente pobres inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. O MDS repassa recursos por meio de projetos selecionados em edital público e o município ou estado adquire o necessário para atender a todas as etapas do processo.
Na produção, os pequenos produtores recebem insumos, mudas, flores, kits de irrigação, sementes. Para o beneficiamento, são adquiridos equipamentos para pequenas agroindústrias de processamento mínimo de hortaliças, produção de temperos, doces e compotas, entre outros. São máquinas que fazem polpa de frutas, higienização e embalagens.
Para a comercialização, os gestores instalam feiras permanentes e/ou itinerantes. Com apoio do governo federal, são adquiridas barracas, aventais, balanças, freezers, caixas, luvas e material de higienização. Essas feiras ampliam os sistemas locais de abastecimento de produtos saudáveis e ecológicos, valorizam a cultura e as tradições familiares, os padrões e costumes da população local, induzem a criação de marcas locais e incentivam o turismo.
Desde 2007, o MDS repassou mais de R$ 28 milhões para a instalação de 222 feiras populares. Dessas, 167 estão em funcionamento e as demais em fase de implantação em diferentes regiões do país.
Além de melhorar a renda das famílias pobres e extremamente pobres, o apoio à agricultura ajuda a abastecer a rede de proteção social, que inclui lares de idosos, creches, Cozinhas Comunitárias e Restaurantes Populares. “Apoia a produção agroecológica e melhora a autoestima das famílias beneficiárias”, acrescenta João Tadeu.
Ascom/MDS
Fonte Ascom/MDS 09/06/2012 ás 21h

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