Zelaya diz que estado de sítio é ação "criminosa"

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou hoje que o estado de sítio instituído pelo governo de facto é "criminoso" e leva seu país "ao abismo econômico e político".

Em declarações à W Radio, do México, Zelaya expressou sua "indignação pela tragédia que [Honduras] está vivendo". Ele também lançou um "apelo urgente à comunidade internacional para que atue com maior diligência possível para evitar mais derramamento de sangue".

Sobre a decisão do regime de facto, liderado por Roberto Micheletti, de fechar a emissora de TV Canal 36 e a Rádio Globo, Zelaya declarou que foram silenciadas "as duas únicas vozes que o povo tinha para manifestar o que estava acontecendo".

O governante deposto informou também que permanecerá na embaixada brasileira e ressaltou estar disposto a "enfrentar qualquer risco para que Honduras retorne à paz e os golpes de Estado não se repitam nunca mais em nenhum lugar da América".

No fim de semana, o governo de facto deu um ultimato de dez dias para que o Brasil defina o status do líder destituído. Contudo, o prazo foi repudiado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para Zelaya, as novas medidas adotadas por Micheletti demonstram que os golpistas "nunca pretenderam realizar as eleições". Na última sexta-feira foi divulgado no diário oficial de Honduras um decreto que institui o estado de sítio por 45 dias. De acordo com a imprensa do país, a medida havia sido aprovada na última terça-feira, um dia depois do retorno de Zelaya ao país.

Deposto e expulso de Honduras no dia 28 de junho por um golpe de Estado, Zelaya conta com o apoio da comunidade internacional para retornar ao poder. Apesar disso, as tentativas de acordo mediadas pela Costa Rica e pela Organização dos Estados Americanos (OEA) não deram resultados até o momento.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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