Zelaya diz que Embaixada do Brasil foi alvo de ataque

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou hoje, em entrevista à rede norte-americana CNN em espanhol, que a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado, tem sido alvo de ataques das autoridades do regime de facto.

"Às 5h da manhã (3h de Brasília) atacaram a embaixada com bombas", disse Zelaya à rede de TV, contando que as forças policiais e militares "estão atacando fortemente em diferentes lugares do país".

"Estamos rodeados de franco-atiradores", continuou o governante deposto em 28 de junho, dia em que promoveria um referendo sobre mudanças constitucionais, e que retornou ao seu país ontem, pedindo refúgio na Embaixada do Brasil.

Questionado sobre a presença de seus seguidores nos arredores da sede diplomática brasileira, que podem ser reprimidos pelas autoridades locais, Zelaya pediu a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA). "Eles [as autoridades do governo de facto] têm as armas, as bombas, os canhões, os tanques, o povo está indefeso, pedimos que apliquem a Carta Democrática da OEA".

Neste sentido, como determina a Carta Democrática, Zelaya pediu que "se busquem ações imediatas por uma saída [desta crise] no menor tempo possível. Estamos em estado de sítio. Fecharam os aeroportos, foi imposto o toque de recolher".

Sobre os meios utilizados para retornar a Honduras, após duas tentativas frustradas anteriormente, ele declarou apenas que contou "com a cooperação" de diferentes membros do povo hondurenho e passou "por diferentes lugares".

O toque de recolher -- das 16h às 7h locais -- foi imposto ontem pelo governo de Roberto Micheletti, logo após o Brasil ter confirmado que Zelaya estava na embaixada. À noite, o presidente de facto determinou a ampliação da medida, por mais 24 horas, e ordenou a suspensão dos voos internacionais. Os aeroportos do país também estão fechados.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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