Uribe deve apresentar documentos sobre a presença das Farc na região

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, chegou na noite de ontem à Argentina com documentos sobre a presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nas fronteiras do país para mostrar à União das Nações Sul-Americanas (Unasul) sua preocupação com o "armamentismo" na região.

De acordo com o jornal El Tiempo, fontes do governo colombiano confirmaram que Uribe irá expor tais informações aos seus 11 colegas da Unasul, caso se sinta ameaçado pelos presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, e Equador, Rafael Correa.

Segundo as mesmas fontes, as Farc teriam a intenção de adquirir, através de contatos com a Venezuela, mísseis de fabricação russa. Os supostos vínculos entre a guerrilha e o governo de Chávez já foram negados em outras ocasiões.

Os chefes de Estado do grupo sul-americano se reúnem hoje a partir das 10h em San Carlo de Bariloche, e o acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia, que permitirá a presença de até 1.400 oficiais norte-americanos em território colombiano, deve ser o principal tema do encontro.

Tal tratado é duramente rechaçado por Venezuela, Equador e Bolívia, que afirmam que isto "é uma ameaça” à toda a América Latina. Já Argentina e Brasil o veem com preocupação e pedem mais informações.

Ainda na Colômbia, Uribe afirmou que a América do Sul precisa de "integração" e criticou as "divisões artificiais" de ordem política, que prejudicam a região. "Hoje, quando o mundo está comprometido a olhar a regra democrática, manter a velha divisão é polarizante e não traz resultados práticos em benefício da integração", disse o mandatário em referência a Chávez, um de seus ávidos críticos.

Pouco antes de chegar a Bariloche, ainda em voo, Uribe também falou sobre a questão da segurança, que "é um interesse essencial da Colômbia, como deveria ser de todos", um discurso que deve defender durante o encontro.

Segundo ele, o novo acordo com os Estados Unidos é uma segunda parte do Plano Colômbia, firmado em 2000, por meio do qual o governo norte-americano envia ajuda financeira para o combate ao terrorismo, narcotráfico e criminalidade o país.

O governo colombiano deve ainda questionar os acordos militares firmados por outros países, como Brasil e França e Venezuela e Irã.

A União das Nações Sul-Americanas atualmente é composta por Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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