Unifesp alerta para a importância dos cuidados com bebês prematuros

Fonte Unifesp 13/03/2013 às 14h
14 de março é o Dia da Atenção ao Prematuro, data criada pela Instituição há seis anos a fim de divulgar informações sobre a prematuridade
 
Em 27 de outubro de 2007, a Câmara Munipal de São Paulo publicou no Diário Oficial da União um projeto de lei do vereador Gilberto Natalini para a criação do Dia de Atenção ao Prematuro, a ser celebrado em 14 de março, iniciativa esta indicada pela Ong Viver e Sorrir – grupo de apoio ao prematuro – e da disciplina de pediatria neonatal da Universidade Federal de São Paulo. A partir de 2008, a Universidade utiliza essa data para divulgar informações e, assim, chamar a atenção da sociedade para os devidos cuidados com os prematuros, bem como a necessidade de acompanhamento do recém-nascido e de seu desenvolvimento ao longo dos anos.

“Crianças prematuras possuem alto risco biológico, psicológico e social, e precisam ser acompanhadas a longo prazo, pois as repercussões da prematuridade podem ocorrer até a idade adulta”, alerta a chefe da Disciplina de Pediatria Neonatal da Unifesp, Ana Lucia Goulart.

Os prematuros podem passar por complicações respiratórias e infecciosas durante a hospitalização. Além disso, por não possuírem o sistema nervoso central maduro, há o risco de hemorragia intracraniana e leucomalácia (doença que causa de paralisia cerebral e deficiência mental), que podem gerar sequelas tardias de desenvolvimento. "A assistência neonatal correta reduz o risco dessas complicações", salienta a Dra. Ana Lucia.

Sobre a Unidade de Pediatria Neonatal da Unifesp

A disciplina de pediatria neonatal da UNIFESP/Escola Paulista de Medicina desenvolve suas atividades há mais de 30 anos e atualmente conta com o apoio da ONG Viver e Sorrir, um Grupo de Apoio ao Prematuro que obtém meios e recursos para garantir uma assistência de alto padrão científico e prestar apoio social às famílias necessitadas.

Um dos recentes casos de aprimoramento da assistência aos prematuros na Unifesp ocorreu em outubro de 2012, com a renovação e ampliação da atualmente denominada Unidade Neonatal Chella e Moise Safra do Hospital São Paulo - Hospital Universitário da Instituição. Esta ala passou a contar com 31 leitos e com equipamentos como incubadoras, respiradores, monitores, aparelhos de ecocardiograma e ultrassom, todos novos e atualizados.

Atendendo a pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) – e, em menor escala, aqueles que possuem convênios particulares – a unidade reformada pode ser considerada a melhor unidade neonatal pública do país. “Foi realizada uma renovação total dos equipamentos da unidade, além da inclusão de mais cinco leitos, o que possibilita maior rotatividade e aumento expressivo do número de atendimentos. Nossa expectativa é reduzir o tempo de internação dessas crianças, garantindo que elas retornem para suas casas fora de risco e com um acompanhamento médico regular durante toda a infância e adolescência”, explica a médica.

Parcela significante dos pacientes internados na Unidade é constituída por bebês que nasceram com menos de 1.500 gramas. Após receberem alta, o Ambulatório de Prematuros da EPM/Unifesp faz o acompanhamento da criança, oferecendo consultas médicas periódicas e de diversas especialidades, até que atinja os 20 anos de idade.

Segundo a Dra. Ana Lucia, as unidades também contribuem para o treinamento qualificado de alunos de graduação, médicos residentes e pós-graduandos da própria universidade e de outras instituições. Seu quadro é multiprofissional, com 24 médicos residentes de neonatologia da UNIFESP, além de enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, dentistas, assistentes sociais, neurologistas, oftalmologistas, entre outros. “É um dos maiores projetos de neonatologia do Brasil e capacita profissionais oriundos de várias cidades do País”, informa a Dra. Ana Lucia.

A importância de centros como esse pode ser comprovada pelos índices preocupantes de prematuridade no Brasil e no mundo. Segundo o estudo Born too soon*, lançado em 2012 pela OMS (Organização Mundial da Saúde), todos os anos, aproximadamente 15 milhões de bebês nascem prematuramente em todo o mundo, mais de um em cada dez nascimentos. O documento ainda aponta que mais de um milhão desses bebês morrem por ano. O Brasil é o décimo país com mais partos prematuros, com 279.300 crianças nascidas nesta condição – 12 mil delas morrem por complicações em sua saúde.

Referências:
* Estudo Born too soon, da OMS:
http://whqlibdoc.who.int/publications/2012/9789241503433_eng.pdf
Unifesp
Fonte Unifesp 13/03/2013 ás 14h

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