Três milhões de italianos estão na pobreza absoluta, diz relatório

Fonte ANSA FLASH 19/11/2009 às 0h
Quase três milhões de italianos, o equivalente a 4,9% da população do país, vivem na pobreza absoluta, segundo um relatório publicado hoje pelo Instituto de Estatística Italiano (Istat).

De acordo com os dados apresentados, durante o ano passado, o nível de pobreza absoluta permaneceu estável no âmbito nacional, mas na região sul a população que se enquadra nesta situação subiu de 5,8% a 7,9%.

A incidência de pobreza absoluta aumentou entre as famílias em que pelo menos um dos membros procura por trabalho, e caiu nas que existem pessoas empregadas ou aposentadas.

O estudo aponta ainda que outros oito milhões de cidadãos estão em condições de pobreza relativa, situação que também está mais grave no sul do país, atingindo 23,8% dos moradores locais. Este índice é quase cinco vezes maior que o registrado nos outros pontos da Itália.

O Istat informou que a porcentagem de famílias relativamente pobres (as que apresentam ganhos mensais de até 999,67 euros -- cerca de R$ 2.600 mil -- para duas pessoas) permanece substancialmente estável há quatro anos.

O índice de pobreza relativa aumenta entre as famílias maiores, como as compostas por um casal e dois filhos, principalmente se os filhos forem menores de idade. Nos lares onde há apenas pai ou mãe ou pessoas desempregadas ou trabalhadores autônomos a incidência também é maior.

O sul da Itália, que compreende as regiões da Sicília, Calábria, Basilicata, Puglia, sofre com o menor índice de industrialização, e uma de suas principais atividades é a agricultura.
ANSA FLASH
Fonte ANSA FLASH 19/11/2009 ás 0h

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