Temporal em cidade italiana deixa 18 mortos e mais de 400 feridos

Fonte Agência Brasil 19/11/2009 às 0h
Pelo menos 18 pessoas morreram, dez estão desaparecidas e 415 ficaram feridas por causa de um temporal que atingiu na noite de ontem a região de Messina, noroeste da ilha italiana da Sicília.

De acordo com a Defesa Civil, os problemas mais graves estão na área entre Giampilieri (onde vários locais estão isolados), Messina Sul e Scaletta Zanclea. Nesta última, assim como em Santo Stefano Briga, as casas foram invadidas por uma enxurrada de lama: vários edifícios desmoronaram e as equipes de busca cavam com as mãos em busca de sobreviventes.

"Até agora encontramos vinte edifícios destruídos. Registramos seis vítimas em Giampilieri Superiore e oito em Scaletta Zanclea. São 415 feridos, mas os números devem aumentar, já que os resgates estão em pleno desenvolvimento", disse o engenheiro responsável pelas emergências da Defesa Civil regional, Mario Arrigo, antes da entidade divulgar seu último balanço, que elevou de 14 a 18 o número de vítimas fatais.

Uma mulher de nacionalidade romena caiu em um rio em Scaletta Zanclea, depois que sua casa desabou. Ela foi resgatada pelos homens do Socorro Alpino da Calábria, que sobrevoavam o local, e levada para o hospital. A mulher fraturou uma perna e suas condições não são graves.

Nas zonas urbanas atingidas, muitas pessoas se refugiaram nos tetos das casas para evitar a água e a lama. As ferrovias e o trânsito de carros foi interrompido em toda a área.

Hoje de manhã, o Conselho de Ministros da Itália declarou que a região se encontra em estado de emergência.

O presidente italiano, Giorgio Napolitano, falou com o prefeito de Messina, Franco Alecci, e pediu que ele o mantivesse atualizado sobre a situação e as operações de resgate. Napolitano também exprimiu sua participação na dor das famílias das vítimas.

Em Messina, a Procuradoria abriu uma investigação sobre o temporal com o crime de desastre culposo -- aquele no qual existe intenção. A apuração pretende definir as causas da catástrofe.

"A abertura da investigação é um ato próprio para verificar como se criou esta situação, que teve trágicas consequências. Trabalharemos com escrúpulos e competência para detectar, se for o caso, qualquer responsabilidade e se houve violações das leis", confirmou à ANSA o procurador Guido Lo Forte.
Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 19/11/2009 ás 0h

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